quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Santa ceia
Leitura: 1 Co 11.23-32

A Ceia foi instituída pelo Senhor (1 Co 11.23) na sua última refeição da Páscoa (Mt 26.26-29; Mc 14.22-­25; Lc 22.15-20). Para a igreja, toma o lugar da Páscoa (1 Co 5.7). Jesus não determinou o intervalo de realização (semanal, mensal, etc), mas que a realizássemos até que voltasse (1 Co 11.26). No AT, antes da páscoa, Deus chamara seu povo para comer e beber em Sua presença (Ex 24.9,11).

1. A Ceia aponta para o passado.
(a) É um memorial (gr. anamnesis; vv. 24-26; Lc 22.19) da morte de Cris­to no Calvário, para redimir os crentes do Pecado e da condenação. Através da Ceia do Senhor, nos lembramos do que Cristo fez por nós e nos motivamos a viver longe do pecado (1 Ts 5.22). Cristo, por nós: humilhou-se (Fp 2.5-8), entregou-se (Jo 10.17,18) e santificou-se (Jo 17.19).More…
(b) É um ato de ação de graças (gf. eucharistia) pelas bênçãos e salvação da parte de Deus, provenientes do sacrifício de Jesus Cristo na cruz por nós (v. 24; Mt 26.27.28; Mc. 14.23; Lc 22.19).
2. É fundamental no presente.
(a) A Ceia do Senhor é um ato de comunhão (gr. koinonia) com Cristo e com o Pai (1 Jo 1.3) e com os demais membros do corpo de Cristo (1 Co 11.16,17; Tg 1.4; Jd 3). Ceia sem comunhão não é do Senhor, apenas uma cerimônia (1 Co 11.20,21). Temos que reconhecer (discernir) o corpo espiritual de Cristo, a igreja (1 Co 10.16,17) e ceiarmos sem contendas e divisões (1 Co 1.12). Assim, cumprimos o mandamento do Mestre: amai-vos (Jo 13.34,35; Rm 12.10).
(b) É o reconhecimento e a proclamação da Nova Aliança, mediante a qual os crentes reafirmam o senhorio de Cristo e nosso compromisso de fazer a sua vontade, de permanecer leais, de resistir o pecado e de identificar-nos com a missão de Cristo (v. 25; Mt 26.28; Mc 14.24; Lc 22.20).
(c) Requer um auto-exame. Devemos participar da Ceia do Senhor em uma atitude e conduta dignas. Somos pecadores, porém nascidos de novo (Ef 4.23-25) e não podemos participar desta comunhão sem purificar-nos (1 Jo 1.7,9). Paulo nos adverte a nos auto-examinarmos antes de ceiar. O crente não deve recusar-se a tomar a Ceia, mas esforçar-se por tomá-la em comunhão com Deus e com a igreja. Confessar e pedir perdão são o caminho para a restauração deste direito de cada crente. São bem-aventurados aqueles participam (Ap 19.9).
3. Relaciona-se com o futuro.
(a) A Ceia do Senhor é um antegozo do reino futuro de Deus e do banquete messiânico futuro, quando então, todos os crentes esta­rão presentes com o Senhor (Mt 8.11; 22.1-14; 26.29; Mc 14.25; Lc 13.29; 22.17,18,30).
(b) Antevê a volta imi­nente de Cristo para buscar o seu povo (v. 26) e encena a oração: “Venha o teu Reino” (Mt 6.10; cf. Ap 22.20).
Os elementos: o Pão e o Vinho. Representam seu corpo e Seu sangue, oferecidos para remissão dos nossos pecados.
Doutrinas sobre a Ceia:
Transubstanciação (católicos) – pão e vinho tornam-se literalmente e milagrosamente no corpo e sangue de Cristo.
Consubstanciação (luteranos e episcopais) – Jesus se faz presente, de maneira substancial, no pão e vinho.
Memorial – Cremos que o pão e o vinho são representações do corpo e do sangue de Cristo. O Senhor se faz presente em todo momento que nos reunimos em Seu nome (Mt 18.20).
Quem deve participar
Aqueles que creram em Cristo como seu Salvador e, portanto, fazem parte de Seu corpo. Entende-se que somente os batizados em águas podem ceiar, pois o batismo é visto como um símbolo do início da vida cristã, enquanto a Ceia é um símbolo da permanência do crente, mas, de fato, ao aceitar a Jesus o novo-convertido já faz parte do corpo, a igreja.


Pr Darci e Miriam Francisco

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