Pr. David Wilkerson
Qual é a recompensa? Ter Cristo com você! Há muitas outras recompensas por percorrer todo o caminho, porém menciono apenas esta, porque ela é tudo de que necessitamos. Paulo estava encarcerado em um castelo em Jerusalém com todo o sistema religioso querendo matá-lo. A igreja estava na maior agitação. Ele era acusado de “profanar o recinto sagrado, de pregar doutrina falsa”. Os próprios soldados “temiam que Paulo fosse feito em pedaços”; por isso o agarraram pela força e o aprisionaram numa fortaleza. “Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: “Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma” (Atos 23:11).
O próprio Senhor falou com Paulo – e não um anjo! E que palavras: coragem! Ainda vem mais! Mas você poderá enfrentar qualquer coisa ou qualquer pessoa se souber que o Senhor está ao seu lado!
Pode ter certeza disso. É só não desistir...
Um lugar onde flui a benção de Deus. Onde pregamos o evangelho da salvação, a cura, o batísmo com o Espírito Santo, e a garantia de uma vida eterna em Cristo e com Cristo, sarada, diferente, empolgante e gloriosa. Convidamos você para participar conosco das bençãos espirituais dadas por Deus neste lugar
sábado, 10 de outubro de 2009
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
A CRUZ E A SUA MENSAGEM
Samuel Câmara
Grandes homens do passado, como Gandhi e Nietzsche, tiveram dificuldade de aceitar o evangelho a partir da cruz de Cristo. Na época do apóstolo Paulo, isso também não era novidade. Por isso, ele disse de modo radical: “A mensagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (1 Co 1.18).
Embora o cristianismo, hoje, pareça uma imensa “colcha de retalhos”, com doutrinas e crenças para todos os gostos e opiniões, é consenso geral que, independentemente das diferenças, todos os cristãos estão à sombra da cruz.
A morte de Cristo na cruz é o ponto de partida. Sem este fato histórico, não haveria cristianismo. Isto faz da cruz o mais importante símbolo visual do cristianismo. Porém, a cruz nada é sem o crucificado. Certamente isto ensejou Paulo a declarar: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.2). Infelizmente, para alguns, a cruz tem apenas valor estético. Outros a tomam como amuleto protetor. Não poucos a tratam como fetiche.
A centralidade da cruz como símbolo cristão teve sua origem no coração do próprio Jesus, que disse: “O Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte. E o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado; mas, ao terceiro dia, ressurgirá” (Mt 20.18-19).
Tratemos, portanto, da morte de Jesus na cruz, pois foi por intermédio dela que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2 Co 5.19).
A morte de Jesus foi predita. Setecentos anos antes de Cristo, Isaías escreveu: “Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Isso era uma referência a Jesus, “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Com a sua morte, “Deus cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer” (Is 53.5; Jo 1.29; At 3.18).
A morte de Jesus foi vergonhosa e humilhante. A morte na cruz era utilizada pelos romanos para punir ladrões e escravos, os quais eram primeiramente açoitados, depois crucificados. Jesus foi exposto a esta mesma vergonha, como está escrito: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” (Gl 3.13).
A morte de Jesus foi voluntária. Jesus morreu porque quis. Ele disse: “O Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou” (Jo 10.17). A sua atitude nada tinha de fatalista nem de complexo de mártir. Ele queria tão somente cumprir a vontade de Deus. Ele veio “buscar e salvar o perdido” e sabia que “sem derramamento de sangue, não há remissão” (Lc 19.10; Hb 9.22).
A morte de Jesus foi substitutiva. Quem substitui alguém, toma o seu lugar e lhe faz as vezes. Isso quer dizer que Jesus tomou o nosso lugar, fazendo-se voluntariamente culpado. Pedro disse: “Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça”. (1 Pe 2.24).
A mensagem da cruz é para você. Ela fala da salvação através de Jesus. Só depende de você aceitá-la pela fé. Qual será a sua escolha?
Grandes homens do passado, como Gandhi e Nietzsche, tiveram dificuldade de aceitar o evangelho a partir da cruz de Cristo. Na época do apóstolo Paulo, isso também não era novidade. Por isso, ele disse de modo radical: “A mensagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (1 Co 1.18).
Embora o cristianismo, hoje, pareça uma imensa “colcha de retalhos”, com doutrinas e crenças para todos os gostos e opiniões, é consenso geral que, independentemente das diferenças, todos os cristãos estão à sombra da cruz.
A morte de Cristo na cruz é o ponto de partida. Sem este fato histórico, não haveria cristianismo. Isto faz da cruz o mais importante símbolo visual do cristianismo. Porém, a cruz nada é sem o crucificado. Certamente isto ensejou Paulo a declarar: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.2). Infelizmente, para alguns, a cruz tem apenas valor estético. Outros a tomam como amuleto protetor. Não poucos a tratam como fetiche.
A centralidade da cruz como símbolo cristão teve sua origem no coração do próprio Jesus, que disse: “O Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte. E o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado; mas, ao terceiro dia, ressurgirá” (Mt 20.18-19).
Tratemos, portanto, da morte de Jesus na cruz, pois foi por intermédio dela que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2 Co 5.19).
A morte de Jesus foi predita. Setecentos anos antes de Cristo, Isaías escreveu: “Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Isso era uma referência a Jesus, “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Com a sua morte, “Deus cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer” (Is 53.5; Jo 1.29; At 3.18).
A morte de Jesus foi vergonhosa e humilhante. A morte na cruz era utilizada pelos romanos para punir ladrões e escravos, os quais eram primeiramente açoitados, depois crucificados. Jesus foi exposto a esta mesma vergonha, como está escrito: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” (Gl 3.13).
A morte de Jesus foi voluntária. Jesus morreu porque quis. Ele disse: “O Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou” (Jo 10.17). A sua atitude nada tinha de fatalista nem de complexo de mártir. Ele queria tão somente cumprir a vontade de Deus. Ele veio “buscar e salvar o perdido” e sabia que “sem derramamento de sangue, não há remissão” (Lc 19.10; Hb 9.22).
A morte de Jesus foi substitutiva. Quem substitui alguém, toma o seu lugar e lhe faz as vezes. Isso quer dizer que Jesus tomou o nosso lugar, fazendo-se voluntariamente culpado. Pedro disse: “Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça”. (1 Pe 2.24).
A mensagem da cruz é para você. Ela fala da salvação através de Jesus. Só depende de você aceitá-la pela fé. Qual será a sua escolha?
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
SEJA CORAJOSO (A)
"A História tem demonstrado que os mais notáveis vencedores normalmente encontraram obstáculos dolorosos antes de triunfarem. Eles venceram porque se recusaram a se tornarem desencorajados por suas derrotas e resolveram marcar a sua geração”. Tenha uma feliz semana na paz do Senhor Jesus!!!
sábado, 3 de outubro de 2009
NOMES CRIATIVOS E INCOMUNS DE IGREJAS EVANGÉLICAS BRASILEIRAS
Aqui segue as igrejas e seus nomes (ria com moderação):
Igreja da Água Abençoada
Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina
Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder
Congregação Anti-Blasfêmias
Igreja Chave do Éden
Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta
Igreja Batista Incêndio de Bênçãos
Igreja Batista Ô Glória!
Congregação Passo para o Futuro
Igreja Explosão da Fé
Igreja Pedra Viva
Comunidade do Coração Reciclado
Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal
Cruzada de Emoções
Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos)
Congregação Plena Paz Amando a Todos
Igreja A Fé de Gideão
Igreja Aceita a Jesus
Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém
Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo
Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos)
Igreja Barco da Salvação
Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo
Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação
Comunidade Arqueiros de Cristo
Igreja Automotiva do Fogo Sagrado
Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Igreja Palma da Mão de Cristo
Igreja Menina dos Olhos de Deus
Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos
Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água
Igreja Batista Ponte para o Céu
Igreja Pentecostal do Fogo Azul
Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!
Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas
Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
Igreja Filho do Varão
Igreja da Oração Eficiente
Igreja da Pomba Branca
Igreja Socorrista Evangélica
Igreja ‘A’ de Amor
Cruzada do Poder Pleno e Misterioso
Igreja do Amor Maior que Outra Força
Igreja Dekanthalabassi
Igreja dos Bons Artifícios
Igreja Cristo é Show
Igreja dos Habitantes de Dabir
Igreja ‘Eu Sou a Porta’
Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
Igreja da Bênção Mundial
Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
Igreja Pentecostal do Pastor Sassá
Igreja Sinais e Prodígios
Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul
Igreja do Manto Branco
Igreja Caverna de Adulão
Igreja Este Brasil é Adventista
Igreja E.T.Q. B (Eu Também Quero a Bênção)
Igreja Evangélica Florzinha de Jesus
Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando
Ministério Eis-me Aqui
Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia
Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará
Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos
Igreja Evangélica Facho de Luz
Igreja Batista Renovada Lugar Forte
Igreja Atual dos Últimos Dias
Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te
Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas
Igreja Evangélica Bola de Neve
Igreja Evangélica Adão é o Homem
Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
Ministério Maravilhas de Deus
Igreja Evangélica Fonte de Milagres
Comunidade Porta das Ovelhas
Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica
Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo
Igreja Evangélica Luz no Escuro
Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim
Igreja Pentecostal Planeta Cristo
Igreja Evangélica dos Hinos Maravilhosos
Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta
Assembléia de Deus Batista A Cobrinha de Moisés
Assembléia de Deus Fonte Santa em Biscoitão
Congregação Anti-Blasfêmias
“Igreija” Evangélica Muçulmana Javé é Pai
Igreja Abre-te-Sésamo
Igreja Assembléia de Deus Adventista Romaria do Povo de Deus
Igreja Bailarinas da Valsa Divina
Igreja Batista Floresta Encantada
Igreja da Bênção Mundial Pegando Fogo do Poder
Igreja Dekanthalalabassyí
Igreja do Louvre
Igreja ETQB, Eu Também Quero a Bênção
Igreja Evangélica Batalha dos Deuses
Igreja Evangélica do Pastor Paulo Andrade, O Homem que Vive sem Pecados
Igreja Evangélica Idolatria ao Deus Maior
Igreja MTV, Manto da Ternura em Vida
Igreja Pentecostal Marilyn Monroe
Igreja Quadrangular O Mundo É Redondo
Associação Evangélica Fiel até debaixo d’Água
Comunidade Evangélica Não há Deus Maior
Congregação Anti Blasfêmias
Congregação Cruzada de Milagres
Igreja “A” de Amor
Igreja Abastecedora de Água Abençoada
Igreja Abominação a Vida Torta
Igreja Arqueiros de Cristo
Igreja das Bailarinas da Valsa Divina
Igreja Batista da Velhice Tranqüila
Igreja Batista Dedo de Deus
Igreja Batista Floresta Encantada
Igreja Batista Moça Bonita
Igreja Batista Nero se arrependeu, e você?
Igreja Bola de Neve
Igreja Pronto-Socorro das almas
Igreja Clínica da Alma
Igreja Congregacional Boca do Peixe
Igreja Congregacional Explosão da Fé
Igreja Coração Reciclado
Igreja Cristo é Show
Igreja Cruz Erguida para o bem das almas
Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Igreja da Oração Eficiente
Igreja da Pomba Branca
Igreja Este Brasil é Adventista
Igreja Evangélica Shun Kuan Tai Shun
Igreja Infantil Fofuras do Amanhã
Igreja Jesus é médico de verdade
Igreja Lugarzinho no Céu
Igreja O Cuspe de Cristo
Igreja Olimpíada Bíblica
Igreja Pentecostal Jesus Vêm, Você fica
Igreja Sede de Fé
Igreja Subimos com Jesus
Igreja Universal de Oposição ao Mal
Igreja Universal do Reino de Deus
Talvez cheguemos a conclusão que denominar uma igreja é mais difícil que criar uma, enfim... Talvez possamos sentar todos no banco da igreja o Lugarzinho no Céu, bem através de Jesus o nosso está garantido!
Igreja da Água Abençoada
Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina
Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder
Congregação Anti-Blasfêmias
Igreja Chave do Éden
Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta
Igreja Batista Incêndio de Bênçãos
Igreja Batista Ô Glória!
Congregação Passo para o Futuro
Igreja Explosão da Fé
Igreja Pedra Viva
Comunidade do Coração Reciclado
Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal
Cruzada de Emoções
Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos)
Congregação Plena Paz Amando a Todos
Igreja A Fé de Gideão
Igreja Aceita a Jesus
Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém
Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo
Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos)
Igreja Barco da Salvação
Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo
Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação
Comunidade Arqueiros de Cristo
Igreja Automotiva do Fogo Sagrado
Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Igreja Palma da Mão de Cristo
Igreja Menina dos Olhos de Deus
Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos
Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água
Igreja Batista Ponte para o Céu
Igreja Pentecostal do Fogo Azul
Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!
Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas
Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
Igreja Filho do Varão
Igreja da Oração Eficiente
Igreja da Pomba Branca
Igreja Socorrista Evangélica
Igreja ‘A’ de Amor
Cruzada do Poder Pleno e Misterioso
Igreja do Amor Maior que Outra Força
Igreja Dekanthalabassi
Igreja dos Bons Artifícios
Igreja Cristo é Show
Igreja dos Habitantes de Dabir
Igreja ‘Eu Sou a Porta’
Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
Igreja da Bênção Mundial
Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
Igreja Pentecostal do Pastor Sassá
Igreja Sinais e Prodígios
Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul
Igreja do Manto Branco
Igreja Caverna de Adulão
Igreja Este Brasil é Adventista
Igreja E.T.Q. B (Eu Também Quero a Bênção)
Igreja Evangélica Florzinha de Jesus
Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando
Ministério Eis-me Aqui
Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia
Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará
Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos
Igreja Evangélica Facho de Luz
Igreja Batista Renovada Lugar Forte
Igreja Atual dos Últimos Dias
Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te
Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas
Igreja Evangélica Bola de Neve
Igreja Evangélica Adão é o Homem
Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
Ministério Maravilhas de Deus
Igreja Evangélica Fonte de Milagres
Comunidade Porta das Ovelhas
Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica
Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo
Igreja Evangélica Luz no Escuro
Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim
Igreja Pentecostal Planeta Cristo
Igreja Evangélica dos Hinos Maravilhosos
Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta
Assembléia de Deus Batista A Cobrinha de Moisés
Assembléia de Deus Fonte Santa em Biscoitão
Congregação Anti-Blasfêmias
“Igreija” Evangélica Muçulmana Javé é Pai
Igreja Abre-te-Sésamo
Igreja Assembléia de Deus Adventista Romaria do Povo de Deus
Igreja Bailarinas da Valsa Divina
Igreja Batista Floresta Encantada
Igreja da Bênção Mundial Pegando Fogo do Poder
Igreja Dekanthalalabassyí
Igreja do Louvre
Igreja ETQB, Eu Também Quero a Bênção
Igreja Evangélica Batalha dos Deuses
Igreja Evangélica do Pastor Paulo Andrade, O Homem que Vive sem Pecados
Igreja Evangélica Idolatria ao Deus Maior
Igreja MTV, Manto da Ternura em Vida
Igreja Pentecostal Marilyn Monroe
Igreja Quadrangular O Mundo É Redondo
Associação Evangélica Fiel até debaixo d’Água
Comunidade Evangélica Não há Deus Maior
Congregação Anti Blasfêmias
Congregação Cruzada de Milagres
Igreja “A” de Amor
Igreja Abastecedora de Água Abençoada
Igreja Abominação a Vida Torta
Igreja Arqueiros de Cristo
Igreja das Bailarinas da Valsa Divina
Igreja Batista da Velhice Tranqüila
Igreja Batista Dedo de Deus
Igreja Batista Floresta Encantada
Igreja Batista Moça Bonita
Igreja Batista Nero se arrependeu, e você?
Igreja Bola de Neve
Igreja Pronto-Socorro das almas
Igreja Clínica da Alma
Igreja Congregacional Boca do Peixe
Igreja Congregacional Explosão da Fé
Igreja Coração Reciclado
Igreja Cristo é Show
Igreja Cruz Erguida para o bem das almas
Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Igreja da Oração Eficiente
Igreja da Pomba Branca
Igreja Este Brasil é Adventista
Igreja Evangélica Shun Kuan Tai Shun
Igreja Infantil Fofuras do Amanhã
Igreja Jesus é médico de verdade
Igreja Lugarzinho no Céu
Igreja O Cuspe de Cristo
Igreja Olimpíada Bíblica
Igreja Pentecostal Jesus Vêm, Você fica
Igreja Sede de Fé
Igreja Subimos com Jesus
Igreja Universal de Oposição ao Mal
Igreja Universal do Reino de Deus
Talvez cheguemos a conclusão que denominar uma igreja é mais difícil que criar uma, enfim... Talvez possamos sentar todos no banco da igreja o Lugarzinho no Céu, bem através de Jesus o nosso está garantido!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
10 DICAS PARA FAZER SUA IGREJA FRACASSAR!
1. Não freqüente a Igreja, mas quando for lá, procure algo para reclamar.
2. Se comparecer a qualquer atividade da Igreja, aponte as falhas no trabalho de quem está lutando pela obra de Deus, entretanto sem indicar o caminho para corrigir as mesmas ou de participar da construção de sua comunidade cristã.
3. Nunca aceite incumbência, lembre-se de que é mais fácil criticar do que realizar, assistir do que participar, murmurar do que orar.
4. Se o seu líder pedir a sua opinião sobre um determinado assunto, responda que não tem nada a dizer. Depois, espalhe como deveriam ser feitas as coisas para as quais você não expressou sua opinião.
5. Não faça mais do que somente o necessário. Porém, quando os líderes estiverem trabalhando com boa vontade, sacrifício, dedicação e interesse para que tudo corra bem, afirme que sua Igreja está dominada por um grupinho.
6. Não leia os cartazes no mural da Igreja e muito menos ouça os avisos. Afirme que ambos não trazem nada de interessante, e, depois saia por ai dizendo que não os recebe regularmente ou que a igreja e o pastor não são mais os mesmos e que bom era a igrejinha da esquina, pequena, cheia de goteira, o reboco caindo, aconchegante e cheia de mimo!
7. Se for designado para um departamento ou ministério qualquer, recuse alegando falta de tempo, ocupação com a casa, família, trabalho e estudos e depois critique com afirmações do tipo: Não vivo de igreja. Isto é trabalho para o Pastor ou para esta turma que quer é ficar sempre ocupando os mesmos cargos.
8. Quando tiver divergência com um líder, for ofendido ou contrariado procure com toda intensidade impor-se, resistir, justificar-se, posar de vítima, ameaçando mudar de igreja ou denegrindo a imagem do mesmo perante os outros membros semeando contendas e divisões no Corpo.
9. Seja falante: Sugira, insista e cobre a realização de cursos, palestras, vigílias, encontros de casais, eventos de sociabilidade e novas programações na Igreja. Quando a Igreja realizá-los, não se inscreva nem compareça.
10. Se tiver oportunidade de dar sugestões e de participar da vida da Igreja, não o faça. Se a liderança não adivinhar as suas idéias e pontos de vistas, critique e espalhe a todos que é ignorado e que está sendo tratado com indiferença e que o Pastor faz acepção de pessoas.
Após toda essa colaboração espontânea, quando cessarem as publicações, as reuniões e todas as demais atividades, enfim, quando a Igreja morrer, estufe o peito e afirme com orgulho: Eu não disse!
Na verdade foi você quem a matou!
2. Se comparecer a qualquer atividade da Igreja, aponte as falhas no trabalho de quem está lutando pela obra de Deus, entretanto sem indicar o caminho para corrigir as mesmas ou de participar da construção de sua comunidade cristã.
3. Nunca aceite incumbência, lembre-se de que é mais fácil criticar do que realizar, assistir do que participar, murmurar do que orar.
4. Se o seu líder pedir a sua opinião sobre um determinado assunto, responda que não tem nada a dizer. Depois, espalhe como deveriam ser feitas as coisas para as quais você não expressou sua opinião.
5. Não faça mais do que somente o necessário. Porém, quando os líderes estiverem trabalhando com boa vontade, sacrifício, dedicação e interesse para que tudo corra bem, afirme que sua Igreja está dominada por um grupinho.
6. Não leia os cartazes no mural da Igreja e muito menos ouça os avisos. Afirme que ambos não trazem nada de interessante, e, depois saia por ai dizendo que não os recebe regularmente ou que a igreja e o pastor não são mais os mesmos e que bom era a igrejinha da esquina, pequena, cheia de goteira, o reboco caindo, aconchegante e cheia de mimo!
7. Se for designado para um departamento ou ministério qualquer, recuse alegando falta de tempo, ocupação com a casa, família, trabalho e estudos e depois critique com afirmações do tipo: Não vivo de igreja. Isto é trabalho para o Pastor ou para esta turma que quer é ficar sempre ocupando os mesmos cargos.
8. Quando tiver divergência com um líder, for ofendido ou contrariado procure com toda intensidade impor-se, resistir, justificar-se, posar de vítima, ameaçando mudar de igreja ou denegrindo a imagem do mesmo perante os outros membros semeando contendas e divisões no Corpo.
9. Seja falante: Sugira, insista e cobre a realização de cursos, palestras, vigílias, encontros de casais, eventos de sociabilidade e novas programações na Igreja. Quando a Igreja realizá-los, não se inscreva nem compareça.
10. Se tiver oportunidade de dar sugestões e de participar da vida da Igreja, não o faça. Se a liderança não adivinhar as suas idéias e pontos de vistas, critique e espalhe a todos que é ignorado e que está sendo tratado com indiferença e que o Pastor faz acepção de pessoas.
Após toda essa colaboração espontânea, quando cessarem as publicações, as reuniões e todas as demais atividades, enfim, quando a Igreja morrer, estufe o peito e afirme com orgulho: Eu não disse!
Na verdade foi você quem a matou!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
AGORA É: PAPAI E MAMÃE, PARABENS!!!
terça-feira, 29 de setembro de 2009
GERTRUDE E OLEGÁRIO
Ricardo Gondim.
- Cale sua boca, Gertrude! Não quero ouvir o que você tem pra me dizer.
- Olegário, como você torra minha paciência e me deixa louca.
- Sabe qual o nosso problema, Gertrude?
- Qual? É o que mais quero saber...
-Você advinha o que vou falar... Parece com Deus, que conhece minhas palavras antes que saiam da boca.
-Você delira feito um doido, meu santo. Nunca escuta o que digo, só o que quer ouvir.
- Ah que santinha chata! A Gertrude consegue tirar qualquer um do sério. Pensa que não me lembro das suas exatas palavras? Eu registrei tudo com estes dois ouvidos que ainda vão ressuscitar. Já cansei de suas ladainhas.
-Quais? Se você queria me magoar, conseguiu. Eu esperava de sua parte, exatamente o que acabei de ouvir.
-E o que foi que eu acabei de falar? Repita... Sabe qual o seu problema? Você é que não me escuta. À medida que falo, a inteligentíssima Gertrude desliga, esperando me fuzilar com um próximo argumento.
- Olegário, Olegário, que baixaria a sua. Saiba, queridinho, que dois monólogos não fazem um diálogo. Quando eu falo, percebo que você nem presta atenção... Por que não olha nos meus olhos?
- Pare de me chamar assim. Acabou o tempo em que eu era o seu Gagá? Sinceramente, que baixaria! Quanta tristeza, perceber esses seus joguinhos sentimentalóides...
- Que baixaria, o quê seu idiota? Você se denuncia. Eis um homen que só trata os outros com preconceitos. Por que você não se comporta como alguém maduro?
- Já que você desceu o nível, vamos lá... O motivo desse bate boca é porque estou magoado com você desde aquela noite, dois anos atrás.
- Mas depois de tanto tempo, só agora numa hora dessas, menciona aquele assunto? Além de todo o stresse, estou arrasada. Olegário?, como alguém pôde dissimular por tanto tempo?
- Eu engolia seco pelo bem de nosso casamento. Mas cansei!
- Falso! Para mim chega. Quero o divórcio. Saia de casa agora mesmo. Aliás, Mário vai já passar por aqui para me levar para passear, preciso espairecer.
- Eu já ia mesmo dar a notícia; agora, não tem mais jeito. É o seguinte: Faz dois meses que montei um apartamento; à noite, levo minhas últimas roupas.
- Nunca mais me dirija a palavra. Com cínicos, só converso na presença do meu advogado.
- Cale sua boca, Gertrude! Não quero ouvir o que você tem pra me dizer.
- Olegário, como você torra minha paciência e me deixa louca.
- Sabe qual o nosso problema, Gertrude?
- Qual? É o que mais quero saber...
-Você advinha o que vou falar... Parece com Deus, que conhece minhas palavras antes que saiam da boca.
-Você delira feito um doido, meu santo. Nunca escuta o que digo, só o que quer ouvir.
- Ah que santinha chata! A Gertrude consegue tirar qualquer um do sério. Pensa que não me lembro das suas exatas palavras? Eu registrei tudo com estes dois ouvidos que ainda vão ressuscitar. Já cansei de suas ladainhas.
-Quais? Se você queria me magoar, conseguiu. Eu esperava de sua parte, exatamente o que acabei de ouvir.
-E o que foi que eu acabei de falar? Repita... Sabe qual o seu problema? Você é que não me escuta. À medida que falo, a inteligentíssima Gertrude desliga, esperando me fuzilar com um próximo argumento.
- Olegário, Olegário, que baixaria a sua. Saiba, queridinho, que dois monólogos não fazem um diálogo. Quando eu falo, percebo que você nem presta atenção... Por que não olha nos meus olhos?
- Pare de me chamar assim. Acabou o tempo em que eu era o seu Gagá? Sinceramente, que baixaria! Quanta tristeza, perceber esses seus joguinhos sentimentalóides...
- Que baixaria, o quê seu idiota? Você se denuncia. Eis um homen que só trata os outros com preconceitos. Por que você não se comporta como alguém maduro?
- Já que você desceu o nível, vamos lá... O motivo desse bate boca é porque estou magoado com você desde aquela noite, dois anos atrás.
- Mas depois de tanto tempo, só agora numa hora dessas, menciona aquele assunto? Além de todo o stresse, estou arrasada. Olegário?, como alguém pôde dissimular por tanto tempo?
- Eu engolia seco pelo bem de nosso casamento. Mas cansei!
- Falso! Para mim chega. Quero o divórcio. Saia de casa agora mesmo. Aliás, Mário vai já passar por aqui para me levar para passear, preciso espairecer.
- Eu já ia mesmo dar a notícia; agora, não tem mais jeito. É o seguinte: Faz dois meses que montei um apartamento; à noite, levo minhas últimas roupas.
- Nunca mais me dirija a palavra. Com cínicos, só converso na presença do meu advogado.
A BRISA DO AMARGOSO
Ricardo Gondim.
José Cícero despertou subitamente. Sentiu falta do canto do galo que rompia o silêncio um tiquinho antes do amanhecer. “Que diabo, comemos o galo", pensou sem pensar. Virou-se na rede e viu os ossos triturados que se espalhavam pelo chão e ainda mexeu o queixo para lembrar a dor de mastigar aquela carne dura com os últimos cinco dentes que lhe restavam na boca. “Arre”, pensou e falou sua interjeição incompleta. Ainda quis acordar a mulher que roncava com a boca meio aberta, mas desistiu, ela não se bulia; parecia num coma, de tão apagada.
José Cícero ainda tentou levantar-se da rede, mas sua alma pesava mais que o corpo esquálido e assim permaneceu, olhando para o teto. Lentamente, pingos de luz brotaram pela palha esgarçada. Há muitos anos José Cícero não via aquela invasão lenta do dia; a última vez que contemplara a visita do sol por entre a carnaúba que protegia sua casa estava com febre e nem gostou do que viu. “Arre”, repetiu mais uma vez, sem emoção.
Há dois anos não chovia no Amargoso e José Cícero não queria ver mais uma manhã sem nuvens; na verdade, ele estava prestes a desistir da vida. Seu único desejo era continuar ali, deitado como um rei em berço esplêndido ou, quem sabe, como um náufrago que já não espera por salvamento. “Arre égua, que vida, essa minha”, completou a frase.
José Cícero nascera ali bem perto, no casebre que ladeia o charco onde cresce a cana. Dizem que no dia em que veio ao mundo, uma coruja deu um rasante com aquele vôo sinistro que soa como se rasgasse mortalha. Naquela manhã até pensou em sua sina de sofrer, mas aquietou o coração quando lembrou que o Tonho, a Zilda, o Bastião e todos os amigos de infância sofreram igualzinho - todos, desdentados.
Sem ânimo e sem força, empunhou a borda da rede e conseguiu se erguer. Os meninos dormiam, respirando no mesmo ritmo que Chica, a mulher que lhe parira os quatro meninos morredores - dos sete, só três vingaram. Enterrou Mundinho, o primogênito, quatro dias depois que nasceu; em sua vida curta, Mundinho só chorou.
Em pé, José Cícero abriu a janela que rangeu como um lamento e espiou as cruzes das quatro covas. Lembrou-se qual era a do Mundinho, a única que lhe provocou alguma lágrima. Quando enterrou Zé Carlos, Carminha e Cícero Junior sentiu igualzinho como se abrisse buraco para as sementes de feijão no mês de dezembro, pouco antes da chuva – que nunca vinha; nesses outros enterros, não mexeu nenhum músculo do rosto.
Parado, José Cícero parecia querer recobrar as forças do tempo em que serviu o Tiro de Guerra e ouviu do sargento que era cabra macho, bom de briga. Mas ainda não completara 37 anos e já se sentia um velho, carcomido pelas estiagens, pela gordura de porco que colocava no feijão ralo e pela água imprestável que deu a diarréia que matou os meninos. Imóvel, viu o sol arder e brilhar com uma força descomunal cobrindo o mato de um cinza mortiço.
Chica balbuciou alguma coisa, mas José Cícero não reagiu; absorto, tentava adivinhar onde enterrara os meninos. Contou da direita para a esquerda, quase soletrando o nome dos filhos, mas as cruzes não lhe falavam coisa alguma. Alguns passarinhos o despertaram daquele torpor e ele se voltou para o barulho que a mulher fizera. Não era nada, Chica ainda dormia.
José Cícero se inquietou, Chica nunca dormira até tão tarde. Chegou a pensar que a mulher fingisse para não ter que ir buscar água no barranco, mas se corrigiu: “Não, Chica nunca perdeu a coragem, isso ela tem de sobra”. Mas e os meninos, por que não acordavam? Temeu perder a família toda. “Se a coruja voar de novo rasgando mortalha, morre todo mundo”, pensou.
Já passava das sete, quando ouviu:
-O que tu tá fazendo, aí parado?. Era o jeito rude de desejar um bom-dia de dentro da rede.
– Sei lá, mulher, tô só, cá comigo, pensando na vida.
– E pensar na vida resolve nada?
– A gente tem que buscar água, porque a do pote secou ontem de noitinha. Avexe porque tô pedindo penico, mulher. Não agüento mais essa vida. Hoje não vou buscar água, não.
– Homem, deixe de coisa. E os menino? Se lembre que a gente ainda tem três pra dar de comer e de beber e não tem nada em casa.
– Pois é neles mesmo que estou pensando. Pra que viver do jeito que a gente vive, Chica? Minha vida foi só sofrimento e a deles também vai ser. Feliz foi o Mundinho que não teve que passar pelo que a gente passa e já é anjinho. Esses três vão virar gente grande e o que vai ser deles?Teve um pastor que passou por aqui me dizendo que se gente grande não se arrepender vai pro inferno. Então mulher, não é melhor morrer logo?
– Ciço, pára de besteira, você tá ficando doido. Não blasfema de Deus, teu padim, o Padre Cícero, vai pedir por nós.
Naquele exato momento, José Cícero se lembrou da romaria que fez até o túmulo do seu padim em Juazeiro. Voltou-se para o armador da rede e o chapéu de palha continuava pendurado para dar sorte; o mesmo que o padre benzeu prometendo que ia trazer fartura no próximo inverno - já fazia dois anos que não pingava quase nada. José Cícero perdera toda a plantação nos dois anos e não se conformava que, por mais que olhasse para o horizonte, as nuvens não empreteciam.
– Sabe, Chica? Eu acho que Deus não liga pra gente. Ele prefere os filhos do doutor Virgílio. Eu me lembro do dia em que o Tiago teve febre e o doutor me pediu para ir buscar o médico da cidade. Bastou o menino tomar a injeção e já tava bonzinho. A gente enterramos quatro filhos no chão seco, sem direito a caixão. Eu me lembro da hora que jogava terra na cara do Mundinho. Eu dizia: "Não é direito não ter nem uma caixa de sapato para proteger o filho dessa terra seca; nós nem pode enterrar com a rede porque tem que guardar a rede pros outro.
–Ciço, por favor, não fala desse modo. Eu te peço pela hóstia consagrada, não blasfema de Deus.
– Nesse mundão, cada um tem que se proteger como pode. Eu tentei, mas num tenho mais força, mulher. Comemos o galo e hoje não tem nada pra por no fogo. Como é que vou caçar? Vendi a espingarda que era do pai. E não tem mais nem tatu para matar, mulher. A seca tá muito braba.
– Pois eu vou aderir à lei dos crentes. Vou no culto deles pedir com muita fé pra Deus mandar chuva.
Chica se levantou, foi até o quintal, urinou, ajeitou a lata vazia na cabeça e seguiu para o barranco, antes que acabasse a água do dia.
Logo que chegou no buraco lamacento notou o pequeno filete d’água, mas só se alegrou de verdade quando notou a irmã Salete - a crente mais conhecida da redondeza.
– Bom dia.
–Bom dia, respondeu a irmã Salete, baixinho.
– Irmã, vim pedir pro modo de você pedir pra Deus pra ele mandar chuva.
Salete continuou calada. Chica precisou mirar os olhos da irmã para entender o que acontecia. Salete chorava com duas tiras de lágrimas correndo pelos sulcos cavados pelas rugas. Arquejada e abatida, tentava separar o barro com os dedos para que a água não se tingisse de branco. Chica perguntou o que estava acontecendo.
– Precisei vir mais tarde buscar água porque acabamos de enterrar os nossos dois filhos, a Miriam e o Pedro; morreram de diarréia.
Fez-se um silêncio constrangedor; não se ouviu mais nada a não ser um leve sicio do vento abrasador.
Soli Deo Gloria
José Cícero despertou subitamente. Sentiu falta do canto do galo que rompia o silêncio um tiquinho antes do amanhecer. “Que diabo, comemos o galo", pensou sem pensar. Virou-se na rede e viu os ossos triturados que se espalhavam pelo chão e ainda mexeu o queixo para lembrar a dor de mastigar aquela carne dura com os últimos cinco dentes que lhe restavam na boca. “Arre”, pensou e falou sua interjeição incompleta. Ainda quis acordar a mulher que roncava com a boca meio aberta, mas desistiu, ela não se bulia; parecia num coma, de tão apagada.
José Cícero ainda tentou levantar-se da rede, mas sua alma pesava mais que o corpo esquálido e assim permaneceu, olhando para o teto. Lentamente, pingos de luz brotaram pela palha esgarçada. Há muitos anos José Cícero não via aquela invasão lenta do dia; a última vez que contemplara a visita do sol por entre a carnaúba que protegia sua casa estava com febre e nem gostou do que viu. “Arre”, repetiu mais uma vez, sem emoção.
Há dois anos não chovia no Amargoso e José Cícero não queria ver mais uma manhã sem nuvens; na verdade, ele estava prestes a desistir da vida. Seu único desejo era continuar ali, deitado como um rei em berço esplêndido ou, quem sabe, como um náufrago que já não espera por salvamento. “Arre égua, que vida, essa minha”, completou a frase.
José Cícero nascera ali bem perto, no casebre que ladeia o charco onde cresce a cana. Dizem que no dia em que veio ao mundo, uma coruja deu um rasante com aquele vôo sinistro que soa como se rasgasse mortalha. Naquela manhã até pensou em sua sina de sofrer, mas aquietou o coração quando lembrou que o Tonho, a Zilda, o Bastião e todos os amigos de infância sofreram igualzinho - todos, desdentados.
Sem ânimo e sem força, empunhou a borda da rede e conseguiu se erguer. Os meninos dormiam, respirando no mesmo ritmo que Chica, a mulher que lhe parira os quatro meninos morredores - dos sete, só três vingaram. Enterrou Mundinho, o primogênito, quatro dias depois que nasceu; em sua vida curta, Mundinho só chorou.
Em pé, José Cícero abriu a janela que rangeu como um lamento e espiou as cruzes das quatro covas. Lembrou-se qual era a do Mundinho, a única que lhe provocou alguma lágrima. Quando enterrou Zé Carlos, Carminha e Cícero Junior sentiu igualzinho como se abrisse buraco para as sementes de feijão no mês de dezembro, pouco antes da chuva – que nunca vinha; nesses outros enterros, não mexeu nenhum músculo do rosto.
Parado, José Cícero parecia querer recobrar as forças do tempo em que serviu o Tiro de Guerra e ouviu do sargento que era cabra macho, bom de briga. Mas ainda não completara 37 anos e já se sentia um velho, carcomido pelas estiagens, pela gordura de porco que colocava no feijão ralo e pela água imprestável que deu a diarréia que matou os meninos. Imóvel, viu o sol arder e brilhar com uma força descomunal cobrindo o mato de um cinza mortiço.
Chica balbuciou alguma coisa, mas José Cícero não reagiu; absorto, tentava adivinhar onde enterrara os meninos. Contou da direita para a esquerda, quase soletrando o nome dos filhos, mas as cruzes não lhe falavam coisa alguma. Alguns passarinhos o despertaram daquele torpor e ele se voltou para o barulho que a mulher fizera. Não era nada, Chica ainda dormia.
José Cícero se inquietou, Chica nunca dormira até tão tarde. Chegou a pensar que a mulher fingisse para não ter que ir buscar água no barranco, mas se corrigiu: “Não, Chica nunca perdeu a coragem, isso ela tem de sobra”. Mas e os meninos, por que não acordavam? Temeu perder a família toda. “Se a coruja voar de novo rasgando mortalha, morre todo mundo”, pensou.
Já passava das sete, quando ouviu:
-O que tu tá fazendo, aí parado?. Era o jeito rude de desejar um bom-dia de dentro da rede.
– Sei lá, mulher, tô só, cá comigo, pensando na vida.
– E pensar na vida resolve nada?
– A gente tem que buscar água, porque a do pote secou ontem de noitinha. Avexe porque tô pedindo penico, mulher. Não agüento mais essa vida. Hoje não vou buscar água, não.
– Homem, deixe de coisa. E os menino? Se lembre que a gente ainda tem três pra dar de comer e de beber e não tem nada em casa.
– Pois é neles mesmo que estou pensando. Pra que viver do jeito que a gente vive, Chica? Minha vida foi só sofrimento e a deles também vai ser. Feliz foi o Mundinho que não teve que passar pelo que a gente passa e já é anjinho. Esses três vão virar gente grande e o que vai ser deles?Teve um pastor que passou por aqui me dizendo que se gente grande não se arrepender vai pro inferno. Então mulher, não é melhor morrer logo?
– Ciço, pára de besteira, você tá ficando doido. Não blasfema de Deus, teu padim, o Padre Cícero, vai pedir por nós.
Naquele exato momento, José Cícero se lembrou da romaria que fez até o túmulo do seu padim em Juazeiro. Voltou-se para o armador da rede e o chapéu de palha continuava pendurado para dar sorte; o mesmo que o padre benzeu prometendo que ia trazer fartura no próximo inverno - já fazia dois anos que não pingava quase nada. José Cícero perdera toda a plantação nos dois anos e não se conformava que, por mais que olhasse para o horizonte, as nuvens não empreteciam.
– Sabe, Chica? Eu acho que Deus não liga pra gente. Ele prefere os filhos do doutor Virgílio. Eu me lembro do dia em que o Tiago teve febre e o doutor me pediu para ir buscar o médico da cidade. Bastou o menino tomar a injeção e já tava bonzinho. A gente enterramos quatro filhos no chão seco, sem direito a caixão. Eu me lembro da hora que jogava terra na cara do Mundinho. Eu dizia: "Não é direito não ter nem uma caixa de sapato para proteger o filho dessa terra seca; nós nem pode enterrar com a rede porque tem que guardar a rede pros outro.
–Ciço, por favor, não fala desse modo. Eu te peço pela hóstia consagrada, não blasfema de Deus.
– Nesse mundão, cada um tem que se proteger como pode. Eu tentei, mas num tenho mais força, mulher. Comemos o galo e hoje não tem nada pra por no fogo. Como é que vou caçar? Vendi a espingarda que era do pai. E não tem mais nem tatu para matar, mulher. A seca tá muito braba.
– Pois eu vou aderir à lei dos crentes. Vou no culto deles pedir com muita fé pra Deus mandar chuva.
Chica se levantou, foi até o quintal, urinou, ajeitou a lata vazia na cabeça e seguiu para o barranco, antes que acabasse a água do dia.
Logo que chegou no buraco lamacento notou o pequeno filete d’água, mas só se alegrou de verdade quando notou a irmã Salete - a crente mais conhecida da redondeza.
– Bom dia.
–Bom dia, respondeu a irmã Salete, baixinho.
– Irmã, vim pedir pro modo de você pedir pra Deus pra ele mandar chuva.
Salete continuou calada. Chica precisou mirar os olhos da irmã para entender o que acontecia. Salete chorava com duas tiras de lágrimas correndo pelos sulcos cavados pelas rugas. Arquejada e abatida, tentava separar o barro com os dedos para que a água não se tingisse de branco. Chica perguntou o que estava acontecendo.
– Precisei vir mais tarde buscar água porque acabamos de enterrar os nossos dois filhos, a Miriam e o Pedro; morreram de diarréia.
Fez-se um silêncio constrangedor; não se ouviu mais nada a não ser um leve sicio do vento abrasador.
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