sábado, 14 de maio de 2016

Na história dos acontecimentos mundiais nenhum outro livro exerceu tanta influência quanto a Bíblia. Ninguém pode mensurar os benefícios realizados na vida de pessoas, famílias e nações inteiras por intermédio do poder da Palavra de Deus.
Charles Colson, à época assessor especial do presidente americano Richard Nixon, conta em um de seus livros que na manhã do dia 9 de junho de 1972 ele foi bombardeado dentro de sua limusine no trajeto para Casa Branca. Naquela manhã ao pagar o jornal Washington Post ele sentiu um peso em seu coração ao ver uma foto de um bombardeio americano no Vietinã. As vítimas eram crianças. A foto de um menino de calças curtas, duas outras crianças correndo de mãos dadas e uma menina no centro, correu o mundo.

Essa foto foi feita por dois jornalistas, Chris Wain, da Inglaterra e Nick Ut do Vietinã. O Vietinã do Norte havia atacado uma vila de civis na zona do Vietinã do Sul. A população teve que se refugiar. Os americanos bombardearam por três dias os inimigos e em um desses combates eles lançaram quatro latas com gasolina gelatinosa, chamada de Palm. Onde eles achavam ter soldados, havia civis escondidos, na sua maioria crianças.
Essa menina que aparece na foto central se chama Kim Phuc. Ela só dizia uma coisa ao correr nessa avenida que vai de Saigon ao Camboja: “Muito quente, muito quente”. A menina, cujo nome significa “Felicidade Dourada”, sofreu graves queimaduras por todo o corpo. Depois de 14 meses e 17 cirurgias ela teve alta e pôde voltar para casa.
Em 1980, nas comemorações de cinco anos do fim da guerra, os jornalistas começaram a si perguntar o que teria acontecido com aquela menina. Kim Phuc estava estudando medicina em Saigon. Mas como a foto ganhou popularidade em todo o mundo, o governo comunista do Vietinã do Norte, tirou Kim da faculdade, destruiu seu registro escolar e a colocou para servir no escritório do governo. Foi nessa ocasião que muito deprimida que ela começou a ler o Novo Testamento e a convite do cunhado de sua irmã ela passou a freqüentar a Igreja Batista. Pela soberana graça de Deus, ela se converteu ao Senhor Jesus Cristo e depois pode testemunhar:
“Foi o fogo da bomba que queimou o meu corpo, e foi o talento da médica que curou a minha pele, mas foi necessário o poder de Deus para curar o meu coração.”
Em 1986, Kim recebeu autorização para concluir seus estudos de medicina em Cuba. Em 1992 ela se casou e viajou para Moscou. No retorno a Cuba, o avião teve que fazer uma escala no Canadá.


Ela havia orado pedindo a Deus que uma porta fosse aberta a fim de que ela pudesse testemunhar ao mundo a sua fé em Jesus. Ela desceu daquele avião para viver no Canadá, um país democrático onde ela poderia compartilhar a sua fé em Jesus Cristo, o Salvador.
Em 1996, ela foi convidada para falar no Dia dos Veteranos, uma reunião anual de militares que acontece em Washington. O salão com centenas de dignitários militares aguardava para ouvir Kim. Muitos daqueles veteranos de guerra ainda tinham a sua consciência aterrorizada pelas atrocidades da guerra. Sua palavra naquela solene reunião foram marcantes:
“Eu sofri muita dor emocional e física. Algumas vezes eu achava que eu não iria viver, mas Deus salvou a minha vida e me deu fé e esperança. Creio no poder da Palavra de Deus”.
“Se eu pudesse falar face a face com o piloto que deixou cair a bomba, eu poderia lhe dizer que não podemos mudar a história, mas poderíamos fazer coisas boas no presente e para o futuro e para promover a paz”.
De repente ela recebe um bilhete: “Eu sou o homem que você está procurando”.
Quando Kim viu o homem ela abriu os braços. O homem correu ao seu encontro e chorando lhe disse: "Me perdoe, me perdoe". "Está tudo bem. Eu te perdôo. Eu te perdôo,"respondeu Kim ecoando o seu versículo preferido: Perdoai e sereis perdoados (Lc 6.37). A atitude cristã de perdoar alguém que tanto mal se fez só é possível pela ação transformadora da Palavra de Deus.
Hoje a Dra Kim Phuc vive no Canadá com seu esposo e seu filho Thomas. Seu testemunho de vida é um tributo a Palavra de Deus e enaltece o "evangelho das insondáveis riquezas de Cristo".
Essa é uma das incontáveis histórias fantásticas que o mundo, cada vez mais hostil à fé cristã, se recusa a conhecer e a tornar conhecida. No segundo domingo de Dezembro, desde 1549 na Inglaterra, as igrejas oriundas da Reforma Prostestante celebram o Dia da Bíblia, esse precioso livro que é a Palavra de Deus. Louvamos ao Senhor pela Bíblia, por meio da qual muitas vidas tem sido transformadas. Soli Deo Glória!

O "satanismo" de Temer



Não estranho que ao ouvir os primeiros pronunciamentos do Presidente Michel Temer, os esquerdopatas tenham surtado, em ataque de pelancas, certos de que ouviram o próprio Satanás. Um discurso coerente, conservador e realista pira o cabeção da esquerda. O tempo da demagogia populista acabou. O artigo a seguir é de Braulia Ribeiro que colabora com o Genizah e tem o seu blog próprio no portal da Revista Ultimato. Confira.



O Discurso Conservador de Michel Temer


Braulia Ribeiro



Para quem entende de conservadorismo o primeiro discurso de Temer foi um bálsamo.

Ao invés do discurso convencional do déspota petista a que estamos acostumados Temer não prometeu mundos e fundos. Ele disse várias vezes que sem o empenho da nação não existe mudança possível. Sem o trabalho, sem investimento sem o despertar da iniciativa privada nada vai acontecer. Comento a partir daqui as principais premissas “conservadoras” que Temer destacou em seu discurso:

Reitero, como tenho dito ao longo do tempo, que é urgente pacificar a Nação e unificar o Brasil. É urgente fazermos um governo de salvação nacional. Partidos políticos, lideranças e entidades organizadas e o povo brasileiro hão de emprestar sua colaboração para tirar o país dessa grave crise em que nos encontramos. O diálogo é o primeiro passo para enfrentarmos os desafios para avançar e garantir a retomada do crescimento. Ninguém, absolutamente ninguém, individualmente, tem as melhores receitas para as reformas que precisamos realizar. Mas nós, governo, Parlamento e sociedade, juntos, vamos encontrá-las.

Uff, que alívio. Ele não se sente o rei da Cocada, mas sabe que depende de todos.
Eu conservo a absoluta convicção de que é preciso resgatar a credibilidade do Brasil no concerto interno e no concerto internacional, fator necessário para que empresários dos setores industriais, de serviços, do agronegócio, e os trabalhadores, enfim, de todas as áreas produtivas se entusiasmem e retomem, em segurança, com seus investimentos. Teremos que incentivar, de maneira significativa, as parcerias público-privadas, na medida em que esse instrumento poderá gerar emprego no País.

Isto mesmo. Sem o investimento e o crescimento do setor produtivo o Estado nada pode fazer para minorar a crise. A não ser se encolher. Se fizer isto já vai ser muito.
Sabemos que o Estado não pode tudo fazer. Depende da atuação dos setores produtivos: empregadores, de um lado, e trabalhadores de outro. São esses dois polos que irão criar a nossa prosperidade. Ao Estado compete – vou dizer, aqui, o óbvio -, compete cuidar da segurança, da saúde, da educação, ou seja, dos espaços e setores fundamentais, que não podem sair da órbita pública. O restante terá que ser compartilhado com a iniciativa privada, aqui entendida como a conjugação de ação entre trabalhadores e empregadores.
O emprego, sabemos todos, é um bem fundamental para os brasileiros. O cidadão, entretanto, só terá emprego se a indústria, o comércio e as atividades de serviço, estiverem todas caminhando bem.

Muito bem, Mr. Temer. Preciosos estes 3 parágrafos que reiteram: O Estado não é Salvador da Pátria, tem sim suas responsabilidades definidas mas que se restringem a certos setores da vida pública: educação, saúde (destes 2 pontos eu discordo, mas a mudança no Brasil para que o Estado se livre destas incumbências teria que ser gradual) infra estrutura, segurança. Só. O Estado tem que ser limitado. Não pode ver a si mesmo como força onipresente e universal interferindo em todos os setores da vida social.

De outro lado, um projeto que garanta a empregabilidade, exige a aplicação e a consolidação de projetos sociais. Por sabermos todos, que o Brasil lamentavelmente ainda é um País pobre. Portanto, reafirmo, e o faço em letras garrafais: vamos manter os programas sociais. O Bolsa Família, o Pronatec, o Fies, o Prouni, o Minha Casa Minha Vida, entre outros, são projetos que deram certo, e, portanto, terão sua gestão aprimorada. Aliás, aqui mais do que nunca, nós precisamos acabar com um hábito que existe no Brasil, em que assumindo outrem o governo, você tem que excluir o que foi feito. Ao contrário, você tem que prestigiar aquilo que deu certo, completá-los, aprimorá-los e insertar outros programas que sejam úteis para o País. Eu expresso, portanto, nosso compromisso com essas reformas.
Mas eu quero fazer uma observação. É que nenhuma dessas reformas alterará os direitos adquiridos pelos cidadãos brasileiros. Como menos fosse sê-lo-ia pela minha formação democrática e pela minha formação jurídica. Quando me pedirem para fazer alguma coisa, eu farei como Dutra, o que é diz o livrinho? O livrinho é a Constituição Federal.

Mais uma vez Temer está correto. Não promete mais do que pode. Tem limites. Vai respeitar os benefícios sociais implementados, promessa necessária. Mas vai aprimorar. Também necessário, mas tudo dentro dos limites da constituição… Será mesmo que podemos esperar que teremos novamente um Estado constitucional e não despótico?
Nós temos de organizar as bases do futuro. Muitas matérias estão em tramitação no Congresso Nacional, eu até não iria falar viu, mas como todo mundo está prestando atenção, eu vou dar toda uma programação aqui. As reformas fundamentais serão fruto de um desdobramento ao longo do tempo. Uma delas, eu tenho empenho e terei empenho nisso, porque eu tenho nela, é a revisão do pacto federativo. Estados e municípios precisam ganhar autonomia verdadeira sobre a égide de uma federação real, não sendo uma federação artificial, como vemos atualmente.
A força da União, nós temos que colocar isso na nossa cabeça, deriva da força dos estados e municípios. Há matérias, meus amigos, controvertidas, como a reforma trabalhista e a previdenciária. A modificação que queremos fazer, tem como objetivo, e só se este objetivo for cumprido é que elas serão levadas adiante, mas tem como objetivo o pagamento das aposentadorias e a geração de emprego. Para garantir o pagamento, portanto. Tem como garantia a busca da sustentabilidade para assegurar o futuro.

Nada mais necessário no Brasil de hoje do que voltar a ser uma república federativa, ou seja ter um governo nacional que respeite e dê autonomia aos estados e municípios… Porque este é um princípio conservador, ou a meu ver mais bíblico? A ideia por trás é: quanto mais o poder estiver perto do povo a que serve melhor. Quanto mais inchadas as atribuições do Estado Nacional, mas poder acumulado na mão de poucos, mais corrupção, menos transparência.Quanto mais empurradas para baixo ou seja para os estados e municípios mais “accountability”: ou seja mais claras e concretas as responsabilidades e a prestação de contas.
Esta agenda, difícil, complicada, não é fácil, ela será balizada, de um lado pelo diálogo e de outro pela conjugação de esforços. Ou seja, quando editarmos uma norma referente a essas matérias, será pela compreensão da sociedade brasileira. E, para isso, é que nós queremos uma base parlamentar sólida, que nos permita conversar com a classe política e também com a sociedade.
Executivo e legislativo precisam trabalhar em harmonia e de forma integrada. Até porque no Congresso Nacional é que estão representadas todas as correntes da opinião da sociedade brasileira, não é apenas no executivo. Lá no Congresso Nacional estão todos os votos de todos os brasileiros. Portanto, nós temos que governar em conjunto.
Então, nós vamos precisar muito da governabilidade e a governabilidade exige – além do que eu chamo de governança que é o apoio da classe política no Congresso Nacional – precisam também de governabilidade, que é o apoio do povo. O povo precisa colaborar e aplaudir as medidas que venhamos a tomar. E nesse sentido a classe política unida ao povo conduzirá ao crescimento do País. Todos os nossos esforços estarão centrados na melhoria dos processos administrativos, o que demandará maior eficácia da governança pública.
A moral pública será permanentemente buscada por meio dos instrumentos de controle e apuração de desvios. Nesse contexto, tomo a liberdade de dizer que a Lava Jato tornou-se referência e como tal, deve ter (falha no áudio) e proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la.

C
orretíssimo também. O Congresso e o Senado passam a ser aliados e não inimigos do governo. Esta é uma declaração importante de quem acredita na verdadeira e necessária representatividade pública. Um governo com representatividade não é aquele que enche o Palácio do Planalto de ONGs ou que escolhe ministros seguindo critérios como cor da pele ou gênero. Governo representativo é o que governa com o Congresso e o Senado escolhidos por nós. Como mulher eu digo que não preciso ver mulheres no governo para me sentir representada. Preciso sim de ver os deputados e senadores nos quais votei tendo papéis relevantes na definição das políticas públicas da nação e em estabeleder os “checks and balances” ou seja os apertos e arguições necessárias para manter o governo transparente e coerente com a constituição.
O Brasil, meus amigos, vive hoje sua pior crise econômica. São 11 milhões de desempregados, inflação de dois dígitos, déficit quase de R$ 100 bilhões, recessão e também grave a situação caótica da saúde pública. Nosso maior desafio é estancar o processo de queda livre na atividade econômica, que tem levado ao aumento do desemprego e a perda do bem-estar da população.
Para isso, é imprescindível, reconstruirmos os fundamentos da economia brasileira. E melhorarmos significativamente o ambiente de negócios para o setor privado. De forma que ele possa retomar sua rotação natural de investir, de produzir e gerar emprego e renda.
De imediato, precisamos também restaurar o equilíbrio das contas públicas, trazendo a evolução do endividamento no setor público de volta ao patamar de sustentabilidade ao longo do tempo. Quanto mais cedo formos capazes de reequilibrar as contas públicas, mais rápido conseguiremos retomar o crescimento.

Impossível falar em reconstruir credibilidade sem falar em contas públicas. Estado que produz crescimento é o Estado que não gasta irresponsavelmente.
A primeira medida, na linha dessa redução, está, ainda que modestamente, aqui representada, já eliminamos vários ministérios da máquina pública. E, ao mesmo tempo, nós não vamos parar por aí. Já estão encomendados estudos para eliminar cargos comissionados e funções gratificadas. Sabidamente funções gratificadas desnecessárias. Sabidamente, na casa de milhares e milhares de funções comissionadas.

E a óbvia e necessária redução do tamanho mastodôntico do Estado. Parabéns ao Temer por ter coragem de prometer a demissão deste imenso cabide de emprego que o PT se tornou… Quero parar de pagar cestas básicas para arruaceiros com os meus impostos (é eu pago, mesmo estando fora), dentre outras coisas. Vai ser preciso ter peito para enfrentar este imenso desafio.
Eu quero, também, para tranquilizar o mercado, dizer que serão mantidas todas as garantias que a direção do Banco Central hoje desfruta para fortalecer sua atuação como condutora da política monetária e fiscal. É preciso, meus amigos, – e aqui eu percebo que eu fico dizendo umas obviedades, umas trivialidades, mas que são necessárias porque, ao longo do tempo, eu percebo como as pessoas vão se esquecendo de certos conceitos fundamentais da vida pública e da vida no Estado.

Banco do Brasil independente, outra condição sine-qua-non para a restauração da credibilidade financeira do país.
Então, quando eu digo “é preciso dar eficiência aos gastos públicos”, coisa que não tem merecido maior preocupação do Estado brasileiro, nós todos estamos de acordo com isso. Nós precisamos atingir aquilo que eu chamo de “democracia da eficiência”. Porque se, no passado, nós tivemos, por força da Constituição, um período da democracia liberal, quando os direitos liberais foram exercitados amplamente. Se, ao depois, ainda ancorado na Constituição, nós tivemos o desfrute dos chamados direitos sociais, que são previstos na Constituição, num dado momento aqueles que ascenderam ao primeiro patamar da classe média, começaram a exigir eficiência, eficiência do serviço público e eficiência nos serviços privados. E é por isso que hoje nós estamos na fase da democracia da eficiência, com o que eu quero contar com o trabalho dos senhores ministros, do Parlamento e de todo o povo brasileiro.

Gostei do novo termo: “Democracia da Eficiência”. Quem mora fora nos EUA por exemplo vai concordar comigo, a maior diferença entre os EUA e o Brasil, é que aqui o Estado funciona apesar de infinitamente menor. A equação correta é < Estado < Eficiência! 



Nós todos sabemos que, há um bom tempo, o mundo está de olho no Brasil. Os investidores acompanham, com grande interesse, as mudanças no nosso país. Havendo condições adequadas – e nós vamos produzi-las -, a resposta será rápida, pois é grande a quantidade de recursos disponíveis no mercado internacional e até internamente, e ainda maior as potencialidades no nosso País. E com base no diálogo, nós adotaremos políticas adequadas para incentivar a indústria, o comércio, os serviços e os trabalhadores. E a agricultura, tanto a familiar quanto o agronegócio. Precisamos prestigiar a agricultura familiar, que é quase um micro empreendimento na área da agricultura, especialmente apoiando e incentivando os micros, pequenos e médios empresários. Além de modernizar o País, estaremos realizando o maior objetivo do governo: reduzir o desemprego. Que há de ser, os senhores percebem, estou repetindo esse fato porque eu tenho tido – e os senhores todos têm tido -, contato em todas as partes do País, com famílias desempregadas. E nós vemos o desespero desses brasileiros, que contam com um País com potencialidades extraordinárias e que não consegue levar adiante uma política econômica geradora de empregos para todos os brasileiros. 



Novamente correto, modernização, prestigiando o pequeno empreendedor, etc. 

Por isso, nessa tarde de quinta-feira não é momento para celebrações, mas para uma profunda reflexão: é o presente e o futuro que nos desafiam e não podemos olhar para frente com os olhos de ontem. 

Olhamos com olhos no presente e olhos no futuro. Concordo de novo, se os últimos eventos não nos fizerem reavaliar algumas pressuposições políticas gerais não sei mais o que pode. 

Faço questão, e espero que sirva de exemplo, e declarar meu absoluto respeito institucional à senhora presidente Dilma Rousseff. Não discuto aqui as razões pelas quais foi afastada. Quero apenas sublinhar a importância do respeito às instituições e a observância à liturgia nas questões, no trato das questões institucionais. É uma coisa que nós temos que recuperar no nosso País. Uma certa cerimônia não pessoal, mas uma cerimônia institucional, uma cerimônia em que as palavras não sejam propagadoras do mal-estar entre os brasileiros, mas, ao contrário, que sejam propagadoras da pacificação, da paz, da harmonia, da solidariedade, da moderação, do equilíbrio entre todos os brasileiros.



Outro ponto bem feito e necessário. Aqui se vê a diferença entre o servidor público e o dominador público. Como servido público que é Temer não vê o governo como um direito seu. Sabe que o futuro do país depende das instituições. Diferente de Lula e Dilma que sempre se comportaram como monarcas que tinham o direito divino de governar, e como monarcas despóticos constantemente atacavam as instituições nacionais. Os últimos meses do governo PT nos deixaram claro o seu espírito anti-institucional. A narrativa falsa do golpe, o achincalhe, o desprezo pelo processo do governo, o desprezo pelos “outros” as ameaças de guerra, o comportamento de suas milícias de rua, tudo isto deixou claro que o PT quer mesmo não é servir o Brasil, mas sim o poder.

Tudo o que disse, meus amigos, faz parte de um ideário que ofereço ao País, não em busca da unanimidade, o que é impossível, mas como início de diálogo com busca de entendimento. Farei muitos outros pronunciamentos. E meus ministros também. Meus ministros é exagerado, são ministros do governo. O presidente não tem vice-presidente, não tem ministro, quem tem ministro é o governo. Então, os ministros do governo farão manifestações nesse sentido, sempre no exercício infatigável de encontrar soluções negociadas para os nossos problemas. Temos pouco tempo, mas se nos esforçarmos, é o suficiente para fazer as reformas que o Brasil precisa.


Fiuuuuu (Assovio de alegria) Os ministros não são dele. Ou seja o governo deixa de ser time de futebol para ser um serviço a todos. Não mais estrelas vermelhas plantadas nos jardins do Alvorada. Que alívio ouvir um discurso que puxa a orelha das massas ao invés de prometer mundos e fundos.

E aí, meus amigos, eu quero dizer, mais uma vez, da importância dessa harmonia entre os Poderes, em primeiro lugar. Em segundo lugar, a determinação, na própria Constituição – e eu a cumprirei – no sentido de que cada órgão do Poder tem as suas tarefas: o Executivo executa, o Legislativo legisla, o Judiciário julga. Ninguém pode interferir em um ou outro poder por uma razão singela: a Constituição diz que os poderes são independentes e harmônicos entre si.


Ora, bem, nós não somos os donos do poder, nós somos exercentes do poder. O poder, está definido na Constituição, é do povo. Quando o povo cria o Estado, ele nos dá uma ordem: “Olha aqui, vocês, que vão ocupar os poderes, exerçam-no com harmonia porque são órgãos exercentes de funções”. Ora, quando há uma desarmonia, o que há é uma desobediência à soberania popular, portanto há uma inconstitucionalidade. E isso nós não queremos jamais permitir que se pratique. 


Pode ser que o Temer seja mesmo o pai do Daniel Mastral e o pai do Satanismo no Brasil este monte de lendas em que muitos evangélicos acreditam. Mas estas frases parecem ter saído das páginas da Bíblia. Para mim a religião que ele pratica reflete nas idéias que ele defende. Se ele acredita mesmo no que disse neste discurso ele não é Satanista. Satanista que se preza quer poder. Este discurso foi o de alguém que não se ocupa do poder, mas sim do serviço à nação. 


Dizia aos senhores que a partir de agora nós não podemos mais falar em crise. Trabalharemos. Aliás, há pouco tempo, eu passava por um posto de gasolina, na Castelo Branco, e o sujeito botou uma placa lá: “Não fale em crise, trabalhe”. Eu quero ver até se consigo espalhar essa frase em 10, 20 milhões de outdoors por todo o Brasil, porque isso cria também um clima de harmonia, de interesse, de otimismo, não é verdade? Então, não vamos falar em crise, vamos trabalhar. O nosso lema – que não é um lema de hoje -, o nosso lema é Ordem e Progresso. A expressão da nossa bandeira não poderia ser mais atual, como se hoje tivesse sido redigida.


Apesar da crítica do Marco Villa dizendo que a frase de origem positivista se refere à um Estado nacionalista não democrático, mas totalitário, não foi esta a intenção de Temer ao citar a frase. Foi contextualizar o momento atual com o espírito nacional. É hora de ordem, para que o progresso seja possível.

Finalmente, meus amigos, fundado num critério de alta religiosidade. E vocês sabem que religião vem do latim religio, religare, portanto, você, quando é religioso, você está fazendo uma religação. E o que nós queremos fazer agora, com o Brasil, é um ato religioso, é um ato de religação de toda a sociedade brasileira com os valores fundamentais do nosso País. Por isso que eu peço a Deus que abençoe a todos nós: a mim, à minha equipe, aos congressistas, aos membros do Poder Judiciário e ao povo brasileiro, para estarmos sempre à altura dos grandes desafios que temos pela frente. Meu muito obrigado e um bom Brasil para todos nós. 

 Mais uma vez, na minha opinião acertou o Temer em apelar para a fé do brasileiro e para Deus. Precisamos mesmo de Sua ajuda divina para que possamos sair desta crise.
Maduro pede retorno de embaixador no Brasil à Venezuela após afastamento de Dilma

Após classificar o afastamento de Dilma Rousseff da presidência brasileira como um “golpe de Estado”, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu ao embaixador do país no Brasil, Alberto Castellar, para retornar a Caracas. A informação foi divulgada por Maduro em rede nacional de rádio e televisão nesta sexta-feira (13).
O Ministério das Relações Exteriores, já sob a gestão do tucano José Serra (SP), repudiou declarações dos países vizinhos que criticaram o processo de impeachment. Em nota, a assessoria de imprensa do gabinete criticou a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e governos da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua. O posicionamento inaugura a nova política externa do governo Michel Temer.
De acordo com o comunicado, o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, qualificou de maneira equivocada o funcionamento das instituições brasileiras.
— Os argumentos apresentados, além de errôneos, deixam transparecer juízos de valor infundados e preconceitos contra o Estado brasileiro. Além disso, transmitem a interpretação absurda de que as liberdades democráticas, o sistema representativo, os direitos humanos e sociais e as conquistas da sociedade brasileira se encontrariam em perigo. A realidade é oposta.
Em outra nota, o Itamaraty critica diretamente os governos da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua estariam "propagando falsidades" sobre o processo político interno do Brasil.
— Como qualquer observador isento pode constatar, o processo de impedimento é previsão constitucional; o rito estabelecido na Constituição e na Lei foi seguido rigorosamente, com aval e determinação do STF (Supremo Tribunal Federal); e o Vice-Presidente assumiu a presidência por determinação da Constituição Federal, nos termos por ela fixados.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014


Uma escolha entre Satã e Belzebu na eleição presidencial do Brasil

Refutando a ideia de “enfrentar o mal com o mal” apoiando Aécio

Julio Severo
Alguns andam dizendo: “Preferia votar no próprio demônio do que em Dilma Rousseff.” As pessoas dizem isso para deixar claro o quanto abominam Dilma e tudo o que ela já fez. Mas infelizmente, para eles e para o Brasil, esse ódio veemente por Dilma na verdade os coloca exatamente onde o demônio os quer. Como disse Alan Keyes, colunista do WND: “O Pai da Mentira ri de satisfação. Ele exulta triunfante vendo que o ódio deles a uma das suas manifestações os manipulou para apoiar o seu sucesso em outra forma.”
Lamento profundamente ver que milhões de brasileiros estão se deixando levar por essa armadilha diabólica. Keyes também disse: “O menor de dois males ainda é mal. Não importa o resultado das eleições, as pessoas que se contentam em escolher entre Satã e Belzebu deixaram claro sua intenção de deixar tudo ir para o inferno. Além do mais, a natureza dessa escolha é tão clara para eles que eles praticamente se vangloriam do ódio ardente que os leva a fazê-la. Com essa arrogância prática, eles se tornam cúmplices soberbos e voluntários do próprio mal que dizem odiar.”
Outro comentário importante de Keyes: “Estou moralmente certo de que esse foi o motivo pelo qual Cristo alertou seus discípulos para que fizessem da busca pela perfeição de Deus o padrão de todas as suas ações, em vez do ódio e do mal. Ele julgou que seria melhor fracassar na busca de alcançar esse padrão do que ser bem sucedido em abandonar a própria vida à mercê do demônio. Ele pensou que seria melhor fracassar aos olhos do mundo, mas entregar seu espírito nas mãos de Deus (como ele próprio o fez na cruz) do que tirar a sorte com Seu inimigo.”
Tudo isso me veio à mente quando vi hoje o programa de governo do candidato Aécio Neves, nomeado por muitos ditos conservadores como a melhor opção contra Dilma e suas políticas homossexualistas e abortistas. Reinaldo Azevedo, que louvou recentemente posturas mais liberais e esquerdistas no Vaticano sobre questões homossexuais, é provavelmente o mais destacado defensor do PSDB.

Plataforma de governo de Aécio promove a agenda homossexual

Reinaldo Azevedo nada vê de mal na adoção de crianças por duplas gays. Daí, ele nada verá de mal na plataforma de governo do candidato Aécio, que oficialmente diz:
Garantia da igualdade de atenção aos processos de adoção para casais heterossexuais e homossexuais.” (Página 28)
Apoio ao Programa de Adoção de Crianças e Adolescentes, garantindo o direito de adoção por casais homossexuais.” (Página 33)
Estímulo aos movimentos de defesa dos direitos LGBT.” (Página 27)
Ampliação da participação da Comunidade LGBT nos debates do Programa Brasil sem Homofobia, e articulação deste programa com as iniciativas estaduais e municipais.” (Página 28)
Criar Fórum Nacional de Diálogos para que a escuta das reivindicações dos movimentos sociais que lutam pela garantia de direitos LGBT sejam efetivados e garantidos.” (Página 29)
O programa de governo de Aécio usa também o jargão da ONU e grupos esquerdistas mundiais para se referir sorrateiramente à homossexualidade. Suas palavras mágicas secretas são “gênero” e “orientação sexual,” amplamente utilizadas por todas as esquerdas do Brasil. Confira:
Apoio a iniciativas que busquem assegurar a identidade de gênero.” (Página 28)
A educação deve ser efetivamente utilizada na formação de uma cultura de respeito à diversidade social, racial e orientação sexual.” (Página 42)
As políticas públicas para as mulheres devem ser transversais, inserindo a perspectiva de gênero, de forma permanente e sistemática, em todas as áreas e programas do governo.” (Página 41)
Organizar a capacitação de educadores nas questões de gênero, visando desconstruir preconceitos e estereótipos.” (Página 43)
Incentivar a incorporação de mulheres às Forças Armadas, como forma de superação das barreiras de gênero.” (Página 239)
Apoio a linhas de pesquisa universitárias relativas à questão de orientação sexual.” (Página 27)
Organização de protocolos de prevenção à discriminação por orientação sexual, com participação das políticas de Justiça, Direitos Humanos, Assistência Social, Educação, Trabalho, Saúde e Igualdade Racial, em ampla parceria com a sociedade civil.” (Página 28)
Mais parece programa de governo do PT. Mas é do PSDB, que descaradamente se compromete a dar continuidade a todo o socialismo anti-família do PT.
Votar em Aécio para derrotar as políticas anti-família de Dilma ajudará a família brasileira?
Décadas atrás, se dissessem aos nossos avós que determinado político quer que crianças sejam entregues a homossexuais, a reação deles não se limitaria apenas a dizer: “Não vou votar nele!” Muito mais que isso, aquela geração pegaria em paus e pedras para linchar o pervertido disfarçado de político que quer tamanha maldade contra as crianças.
Eles sem dúvida alguma linchariam Aécio e Dilma.
O que aconteceu com a geração atual?
Crianças não foram criadas para estar nas mãos de homossexuais e outros pervertidos. Essa verdade é evidente desde o começo da humanidade.

Os perigos do PT

Quanto mais aprendi sobre o PT, Lula e Dilma, mais claro ficou para mim que eles demonstraram por meio de gestos e ações a sua rejeição a essa verdade. Em razão disso, sou um opositor inflexível de Dilma.
Não é de hoje que alerto sobre os perigos do PT. Na eleição presidencial de 2002, enquanto importantes pastores me asseguravam que Lula havia feito um compromisso com eles de que não deixaria seu futuro governo promover agenda abortista e homossesxualista, eu os avisava que o PT era um partido de mentiras e enganações. Tudo o que eles disseram de bom sobre Lula não se confirmou. Mas, infelizmente, tudo o que eu já previa (pelo bom senso, não por profecias), aconteceu. Com o PT no poder, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a apresentar na ONU uma resolução classificando o homossexualismo como direito humano inalienável. Fui o primeiro brasileiro a denunciar internacionalmente essa ameaça, ajudando líderes pró-vida internacionais a barrar a medida do governo brasileiro na ONU.
Minhas denúncias contra as ambições homossexualistas de Lula são antigas e alcançam a mídia internacional há anos. Confira, por exemplo, meus artigos:
Não posso ignorar que o fato de Dilma hoje seguir a linha de Lula é apenas um exemplo da apostasia que agora existe nos elementos elitistas que controlam ambos os chamados partidos majoritários do Brasil, PT e PSDB, assim como as instituições de vários setores da vida brasileira.
Essa apostasia ocorre especialmente no que se refere às metas socialistas de promover agendas contra a família brasileira.
Considerando que as elites dominantes abandonaram o respeito à vida e a família, tão essencial para a sobrevivência nacional do Brasil, para apoiar a agenda homossexualista e abortista, reconhecer as ações intencionalmente destrutivas de Dilma é admitir apenas metade (e talvez a metade mais fatal) da ameaça que enfrentamos. Em todos os assuntos de fundamental importância para o futuro das famílias do Brasil, o PSDB, em seu governo no Estado de São Paulo, fez coisas que Dilma na esfera nacional ainda está tentando fazer sob crescente oposição.
Recordemos também que Luiz Mott, o pai do ativismo homossexual do Brasil, ocupava proeminente cargo no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem recebeu importante condecoração.

PT e PSDB levam, por caminhos diferentes, ao inferno socialista

Logicamente, os únicos indivíduos que deveriam apoiar o candidato do PSDB, Aécio Neves, são os que adotaram as metas anti-família de Dilma, mas se ressentem de seu fracasso em cumpri-las. Eles querem substituir sua incompetência desajeitada e mais diretamente socialista pelo método mais atraente e dissimulado de Aécio para alcançar o mesmo fim. Além do mais, eles sabem por experiência própria que podem contar com o seu rótulo de indivíduo pró-PSDB para obrigar os conservadores a empregar todos os seus esforços para defender e desculpar a luta de Aécio para seguir a agenda da elite socialista pró-agenda gay. Sua eleição, portanto, irá ajudar a frustrar e neutralizar a forte oposição conservadora que, se não fosse pelo apoio a Aécio, iria continuar a crescer.
Conheço muitas pessoas que se opõem fortemente a Dilma porque ela está nos levando em direção a uma “ilha da fantasia” elitista e totalitária localizada nas profundezas do inferno socialista. No entanto, parafraseando Alan Keyes, “essas mesmas pessoas estão dispostas retirá-la do leme apenas para colocar no lugar alguém cuja única proeza é o histórico de um partido que promete uma viagem mais estável, por águas mais calmas, para o mesmo destino. Em que mundo torto de desespero existencial isso faz sentido?”
Sabiamente, Keyes diz: “Pessoas que colocam sua confiança em Deus não precisam aceitar a escolha do demônio, de enfrentar o mal com o mal. Se o Reino de Deus está com eles, sempre há uma escolha melhor à disposição. Muitos brasileiros oram e declaram acreditar que o Reino de Deus está próximo. Mas no seu dever soberano como cidadãos, eles se propõem a abandonar a própria fé. A fé foi o que lhes possibilitou a autonomia. Ela pode fazer por eles a mesma coisa novamente, até mesmo neste tempo, mas somente se eles se lembrarem disso a tempo.”
Parafraseando Keyes, finalizo: Quanto à escolha entre Dilma e Aécio, qualquer uma delas é a escolha do demônio. O mal será o único resultado dessa escolha

Vivendo e aprendendo nas eleições do Brasil

Julio Severo
Na eleição presidencial entre Collor e Lula duas décadas atrás, diziam para você: “Se você votar em Lula, o Brasil vai mergulhar no comunismo.” (Alerta corretíssimo.)
A única solução apontada (e imposta pela direita) era Collor. E aí diziam: “Se você não votar em Collor, você vai entregar o Brasil para o comunismo.” Sob essa pressão muitos votaram em Collor, que teve um governo cheio de corrupções e sancionou o maldito ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente, que dá liberdade e impunidade para menores de idade cometerem crimes e atrocidades). Mais tarde quem acabou se revelando amigo de Lula foi na verdade Collor, que se tornou grande aliado do PT. De que adiantou todo aquele discurso “se você não votar em Collor, você é amigo de Lula”? Collor foi um traidor ao roubar do povo e ao aliar-se ao PT. Mas nada mais natural do que ladrão se aliar com ladrão.
Nas eleições para a prefeitura de São Paulo, nos embates entre Maluf e petistas, vinha o mesmo discurso: “Se você votar no PT, São Paulo vai mergulhar no comunismo.” (Alerta corretíssimo.)
A única solução apontada (e imposta pela direita) era Maluf. E aí diziam: “Se você não votar em Maluf, você vai entregar São Paulo para o comunismo.” Sob essa pressão muitos votaram em Maluf, cujas administrações foram marcadas por corrupções. Mais tarde, Maluf se tornou grande aliado do PT. Todo aquele discurso “se você não votar em Maluf, você é amigo do PT” foi por água abaixo. Maluf foi um traidor ao roubar do povo e ao aliar-se ao PT. Mas nada mais natural do que ladrão se aliar com ladrão.
Concordo plenamente que o PT é e sempre foi ameaça. Sempre batalhei contra o PT e suas ideologias. Quando o PT ameaçou expulsar dois deputados por causa de suas posturas contra o aborto, eu estava lá para ajudar um deles, Henrique Afonso, levando o caso dele para a mídia internacional. Embora eu sempre fui contra o PT, apoiei Afonso, que acabou se tornando pastor. Combato o PT e ajudo petistas quando precisam.
No entanto, diferente dos que apontam Malufs e Collors como única solução contra o comunismo, proponho oração e intercessão.
Vejo o grande problema (o PT e sua ideologia promovida por Dilma), mas não vejo como solução a “solução” que — novamente — está sendo imposta. Os que apontam o PSDB como única solução fazem vista grossa à sua agenda homossexualista, que é tão maligna quanto a agenda do PT.
E para empurrar sua “única solução,” ameaçam os que escolheram apenas orar: “Se você não votar no PSDB como eu vou fazer, você é culpado e entregará o Brasil ao comunismo do PT,” ou “Se você não votar no PSDB, você é omisso,” ou “Se você não votar no PSDB como eu vou fazer, vou quebrar nossa amizade,” ou “Se você não votar no PSDB, você é um criminoso.” Só ameaças. É o mesmo discurso de ameaça usado nos tempos de Collor e Maluf. Eu não estranharia se essa única solução deles aparecesse daqui a alguns anos abraçada com Dilma e aliada do PT. Já vi essa novela antes.
Se pelo menos neste segundo turno houvesse um católico como Levy Fidelix, que foi claramente contra a agenda gay, teríamos opção. Mas o que sobrou foi PT e PSDB, ambos a favor da mesma agenda homossexualista.
Conversei ontem de noite com um amigo americano, que é amigo de Olavo de Carvalho, e ele me disse: “É horar de orar, não de votar.”
Quando buscamos a Deus em oração, estamos reconhecendo que Ele é a única solução. Deus é o único que pode livrar o Brasil do comunismo e da ditatorial agenda gay do PT e do PSDB.
Por isso, nesta eleição eu só vou orar

Venezuela, Foro de São Paulo, EUA, petróleo e outras questões para um conservador pensante

Julio Severo
“O Brasil se tornará uma Venezuela se votarmos em determinado partido,” é o que dizem muitos brasileiros desesperados.
O que foi necessário para que a Venezuela se tornasse o que é hoje? Mais de 90 por cento dos venezuelanos são católicos e, como todo o resto da Igreja Católica na América Latina, grandemente afetados pela Teologia da Libertação. O que então de longe mais facilitou a expansão do esquerdismo na América Latina não foi o Foro de São Paulo, mas a Teologia da Libertação e seus milhares de padres e bispos militantes vermelhos.
Se o Vaticano tivesse conseguido se impor contra o comunismo de seus padres e líderes latino-americanos, o Foro de São Paulo secaria em questão de poucos meses.
Mas o caso da Venezuela é mais complexo. Embora a Igreja Católica da Venezuela tenha falhado gravemente ao dar espaço para a Teologia da Libertação, houve, porém, uma grande oportunidade de matar todo o financiamento do comunismo de Hugo Chávez. Contudo, quem tinha poder de fazer isso nunca o fez.
Chávez elegeu-se no final de década de 1990, durante o governo de Bill Clinton, presidente esquerdista, abortista e homossexualista dos EUA.
Chávez continuou governando e expandindo seu comunismo na Venezuela e outros países latino-americanos durante o governo de outros presidentes americanos. Essa expansão foi sustentada pelos bilhões de dólares vindo da exportação de petróleo.
Não, o maior comprador do petróleo da Venezuela não era Cuba nem o Foro de São Paulo. Eram e continuam a ser os Estados Unidos.
Os governos americanos de Clinton, George Bush e Barack Obama sempre tiveram chance de dar uma paulada na expansão do comunismo na Venezuela, mas provavelmente achavam que a compra de petróleo era muito mais importante do que exterminar o comunismo.
Essa ganância por petróleo colocou bilhões de dólares nas mãos de Hugo Chávez, que usou para os interesses do Foro de São Paulo. Na prática, uma meta comunista com financiamento de vários governos (esquerdistas e conservadores) dos EUA.
Quero deixar claro que, fiel aos meus princípios pró-vida, sempre fui apoiador de Bush, que era contra a agenda abortista e homossexualista. Ele não era um defensor de Israel como era Reagan, mas pelo menos ele defendia interesses pró-família.
Quando Bush visitou o Brasil em 2007, a Globo me procurou para uma entrevista porque, de acordo com a jornalista, eu era um dos poucos brasileiros que apoiavam o presidente americano.
Se ele fosse candidato presidencial no Brasil, eu votaria nele apenas pelas credenciais pró-vida. Nessas credenciais, ele seria, de longe, melhor do que os candidatos presidenciais covardes e entreguistas do Brasil.
Mas Bush falhou feio. Quando terroristas sauditas atacaram o World Trade Center em 11 de setembro de 2001, Bush deveria, por obrigação moral, ter invadido a Arábia Saudita, não o Iraque.
Possivelmente, o que pesou nessa decisão impensada era que a Arábia Saudita era aliada dos EUA — e grande fornecedora de petróleo aos americanos.
Possivelmente nem fosse ideia do Bush invadir o Iraque para colocar seus poços de petróleo na órbita comercial dos EUA. Talvez fosse ideia dos neocons — neoconservadores americanos, que defendem a supremacia econômica e militar dos EUA custe o que custar — que dominam o governo dos EUA. Nesse caso, sob o peso dessa elite perigosa, Bush não tinha escolha.
No caso da Venezuela, os mesmos interesses podem ter pesado. Custa-me crer que Bush não sabia que os bilhões de dólares que os EUA davam para Hugo Chávez em troco de petróleo não estavam sendo investidos na expansão do comunismo e do Foro de São Paulo.
Se eu fosse presidente dos EUA, ordenaria a imediata cessação desse financiamento.
Talvez as elites neocons tenham dito para Bush: “Aqui quem manda somos nós. Queremos o petróleo venezuelano e que se dane quem está governando naquele país. Você pode ser pró-vida ou pró-aborto na Casa Branca, mas nas outras questões quem manda somos nós, entendido?”
Como sou um conservador pensante, sou obrigado a pensar que a única explicação para tanto financiamento americano para o comunismo venezuelano foi porque Bush foi obrigado pelos neocons.
Claro que no caso de Clinton e Obama, que são socialistas, tais pressões eram desnecessárias.
Mas fico sempre me perguntando se o Cristianismo de Bush nunca falou na consciência dele sobre essas questões.
Hugo Chávez elogiava Obama, que manteve os EUA no papel vergonhoso de principal comprador do petróleo venezuelano.
Mas para Bush, Chávez nunca dava elogios. Chávez chamava Bush publicamente, até mesmo na ONU, de “demônio.” Mesmo assim, Bush continuava a maldita tradição americana de maior comprador do petróleo venezuelano.
Para um cristão conservador pensante, essa situação não faz sentido. Se Chávez era antiamericano ao ponto de xingar um bom presidente dos EUA, por que ele simplesmente não tomava a decisão de parar de vender seu petróleo para os EUA?
Se os xingamentos de Chávez contra Bush eram um incômodo para os americanos, por que os EUA nunca pararam de comprar o petróleo venezuelano?
Se o Foro de São Paulo e a expansão do comunismo na América Latina eram uma preocupação para Bush e outras autoridades conservadoras americanas, por que os EUA nunca pararam de financiar tudo isso com a simples atitude de abandonar sua posição de maior comprador do petróleo venezuelano?
Só havia dois modos fatais de acabar com o comunismo na Venezuela: 1) Fidelidade de todo o clero católico venezuelano às diretrizes anticomunistas do Vaticano — mas isso nunca aconteceu. 2) Pelo bolso: bastava que o governo dos EUA cortasse a principal fonte de renda venezuelana, que é a venda de petróleo — mas os EUA nunca fizeram isso.
Dói muito ser um conservador pensante! Eu me sentia mais tranquilo quando era um conservador que não pensava.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014


Por que Eu Sou Totalmente Islamofóbico

Gary Cass
Confesso: eu sou "Islamofóbico", mas por razões muito boas.
O líder do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, aponta uma arma ao aparecer pela primeira vez, desde o início de um conflito de sete semanas, durante um comício de comemoração dos palestinos pelo que eles disseram ter sido uma vitória sobre Israel, na cidade de Gaza em 27 de agosto (Reuters / Suhaib Salem)
Meu medo não é um medo irracional baseado em um preconceito uniformizado; ao invés disso é um medo histórico, de visão clara, informado, racional. O que o ISIS está fazendo com os jornalistas americanos é o que todo verdadeiro seguidor de Maomé quer fazer com você e a sua família — subjugar ou assassinar você. Eles acreditam terem recebido uma ordem de Alá (Satanás) para dominar o mundo.
Quatorze séculos de história, antiga e moderna (por exemplo seja, o número de 1 a 1,5 milhão de armênios mortos nas mãos dos turcos muçulmanos em 1915), nos dizem que os muçulmanos são mortalmente sérios sobre os seus objetivos infernais. Agora temos de assistir ao seu fanatismo demoníaco e violento em vídeos do YouTube.
A história mostra que quando os muçulmanos obtêm o poder e os meios para subjugar e decapitar os cristãos, judeus e outros, eles fazem isso. Por quê? É realmente muito simples: É o que Maomé fez e ensinou. Então, eu tenho o que eu acredito ser um medo muito racional sobre o que os nossos filhos e os filhos deles terão de enfrentar. Não é verdade?
Há alguma solução? Todos os seminários, petições, livros, leis, artigos e outras ações semelhantes são inúteis. Os muçulmanos riem de nós, por saberem como nós somos estúpidos quando se trata de lidarmos com eles.
Eis aqui três soluções possíveis, mas na verdade só há uma.
1. Conversão. Não seria maravilhoso ver os muçulmanos convertendo-se de Satanás (Alá) para Cristo? Mas eu concordo com Phil Robertson: Isso não é biblicamente factível. Por quê? Deus tem um plano e ele o revelou no nascimento de Ismael, o pai dos árabes.
"O Anjo do Senhor disse… Ele [Ismael] será, entre os homens, como um jumento selvagem; a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele" (Gn 16, 11-12). Os árabes muçulmanos são inimigos declarados de Deus e são ordenados por Deus a serem contra todos. Isso não quer dizer que uma pequena percentagem de muçulmanos que não será salva pela fé em Cristo. Mas, mesmo que escapem com vida depois de "apostatarem" do islamismo, sua influência será insignificante. A história não registra um poderoso mover de Deus para salvar massas de muçulmanos. Eu acredito que as Escrituras militam contra a conversão de muçulmanos em massa.
2) D.T.M.A. (Deporte Todos os Muçulmanos Já).Deportá-los como a Espanha foi obrigada a fazer quando eles deportaram os mouros muçulmanos. Os muçulmanos nos Estados Unidos estão procriando com o dobro da taxa de outros grupos. Assim, ou forçamos todos eles a se esterilizarem, ou esperamos pelo "Exército do Islã" que irá surgir no meio de nós e fazer o que os muçulmanos sempre fazem: recorrer à violência.
Basta ver o que eles estão fazendo na França, Grã-Bretanha e na Escandinávia. De jeito algum os nossos políticos vão fazer alguma coisa até que seja tarde demais, a não ser, é claro, que "Nós, o Povo" exijamos de outra forma. Mas a história mostra que os EUA estão sempre atrasado para a luta. Ou podemos fazer o que a maioria dos americanos está fazendo — ter a vã esperança de que nós somos exceção e os muçulmanos irão, repentinamente,  mudar e vão querer coexistir. Isso é irracional e estúpido, mas isso torna a vida mais tolerável. Sabendo que cada muçulmano radical nos EUA está conspirando para matar você e os seus é aterrorizante.
3. Violência. A única coisa que é bíblica e o que 1.400 anos de história têm mostrado que funciona é a avassaladora e justa guerra cristã e uma autodefesa decisiva. Os generais cristãos, Charles Martel em 732 e Jon Sobieski em 1672 derrotaram os turcos islâmicos e suas tentativas de tomar o Ocidente. Quem Deus levantará para nos salvar desta vez? Será que Deus ainda intervirá ou nos transformará em muçulmanos por nos voltarmos contra Ele?
De qualquer maneira, temos de estar preparados para o aumento do terrorismo em solo americano e no exterior. Isso não é irracional, mas é a coisa mais amorosa que temos de fazer pelos os nossos filhos e vizinhos. Primeiro confiar em Deus, então, obter uma(s) arma(s), aprender a atirar, ensinar seus filhos as doutrinas cristãs de uma guerra justa e da legítima defesa, criar pequenas células de familiares e amigos em quem você pode confiar, se alguma coisa catastrófica acontecer e a sociedade civil, de repente, se desintegrar.
O ISIS fez-nos um favor. A verdadeira face do islamismo está em plena exibição enquanto Maomé queimando no inferno. Vamos ter que enfrentar a dura verdade de que o islamismo radical não tem lugar na sociedade civilizada. Militantes muçulmanos não podem viver em uma sociedade baseada em ideais cristãos de igualdade e liberdade. Eles sempre procuram nos prejudicar.
Agora, a única questão é quantos mais corpos mortos terão que se acumular em solo americano e no exterior, antes de esmagarmos a semente perversa de Ismael em nome de Jesus? A Boa Nova é que, Jesus e Sua igreja indestrutível, prevalecerão, mas haverá dor e sofrimento ao longo do caminho para a vitória. Que possamos estar dispostos a tomar as dores menores agora para que nossos filhos não tenham de assumir maiores dores mais tarde.
O Rev. Gary Cass é presidente e CEO da DefendChristians.org.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014


O que Bíblia diz sobre o Futuro da Faixa de Gaza?

Joel Richardson
Como o foco do mundo está fixo agora na Faixa de Gaza, os que estudam a Bíblia fariam bem em parar e considerar o que os antigos profetas hebreus tinham a dizer sobre o futuro deste pequeno pedaço de terra. Vamos considerar algumas passagens. Primeiro, de acordo com as Escrituras, o retorno de Jesus e o julgamento subseqüente será em grande parte ao redor do que o profeta Isaías chamou de “a causa jurídica”, ou “a controvérsia de Sião”:
“Pois o Senhor tem um dia de vingança, um ano de retribuições pela causa de Sião… (Isaías 34:8)”
Sem dúvida, hoje a “controvérsia de Sião” atinge a todas as nações, como o Estado de Israel tenta esmagar o domínio do Hamas sobre Gaza, um grupo que tem como objetivo declarado exterminar o povo judeu e criar a sua capital em Jerusalém.
Segundo vários profetas, a polêmica só vai se intensificar à medida em que se aproximar o retorno de Jesus, quando uma vasta coalizão de nações invadirá Israel e cercará a cidade de Jerusalém, buscando cometer o genocídio final contra o povo judeu. O profeta Joel nos diz que o Senhor executará julgamento contra todas as partes envolvidas nessa invasão e, especificamente, qualquer um que forçar a divisão de Sua terra:
“Vou reunir todas as nações e trazê-las para o vale de Josafá. Então eu entrarei em juízo contra elas por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam entre as nações; repartindo a minha terra entre si. (Joel 3:2) “
Josafá é o vale que vai do norte ao sul, entre o Monte do Templo, e o Monte das Oliveiras. Em Mateus 25, quando Jesus estava fisicamente sentado no Monte das Oliveiras, olhando para o vale de Josafá, Ele declarou que quando Ele voltar, Ele mesmo vai se sentar como o juiz das nações. Ele declarou que Ele iria julgar as nações especificamente com base no modo como eles trataram seus “irmãos”. É claro que Jesus estava fazendo referência ao texto de Joel 3, na verdade, inserindo-se na passagem como o juiz divino. Devemos também observar que Joel também nos informa que o julgamento será baseado no modo como as nações trataram “O meu povo e minha herança, Israel”, e também sobre elas tendo “, dividido a minha terra.”
Conforme a profecia segue, ela continua a falar do Senhor executando a vingança contra aqueles das regiões do Líbano e de Gaza que se envolveram em violência contra o povo de Israel:
“Que tendes vós comigo, ó Tiro, Sidon (Líbano) e todas as regiões da Filístia (Gaza)? É isso vingança que quereis contra mim? Se assim me quereis vingar, farei, sem demora, cair sobre a vossa cabeça a vossa vingança. (Joel 3:4)”
Onde diz “Tiro, Sidon,” e “as regiões da Filístia” pode-se quase inserir o Hezbollah e o Hamas. É quase como se isso fosse lido das manchetes de hoje.
A profecia, é claro, não está falando de cada habitante do Líbano e Gaza. A ênfase específica da profecia é sobre aqueles que têm procurado “violência” para “derramar sangue inocente” na terra de Judá:
“Edom se fará um deserto assolado, por causa da violência contra o povo de Judá, em cuja terra derramaram sangue inocente. Mas Judá será habitada para sempre e Jerusalém, de geração em geração. E eu vou vingar o sangue dos que não foram vingados, porque o Senhor habitará em Sião. (Joel 3:19-21)“
Como Joel, assim também o profeta Ezequiel revela que Jesus vai voltar para executar julgamento contra aqueles que abraçam e fomentam o “ódio antigo”, voltado ao povo judeu, e aos que derramam o sangue dos “filhos de Israel”:
“Porque guardaste um ódio antigo e abandonaste os filhos de Israel à violência da espada, no tempo da calamidade e do castigo final … portanto, tão certo como eu vivo”, diz o Senhor Deus: “Eu te fiz sangrar, e o sangue te perseguirá; visto que não aborreceste o sangue, o sangue te perseguirá. (Ezequiel 35:5-7)”
Embora seja claro que Jesus ama apaixonadamente todos os povos e se entristece com a perda de vidas inocentes em ambos os lados do conflito atual, as Escrituras também são dolorosamente claras de que, quando Ele voltar, por causa da violência e do ódio acima mencionado, a região de Gaza será devastada. O profeta Sofonias, especificamente falando do Dia do Senhor, adverte aos habitantes de Gaza a se arrependerem; “Buscai a justiça, buscai a mansidão … Talvez você será escondido no dia da ira do Senhor”. Em seguida, vem uma descrição muito gritante do que está por vir para Gaza quando Jesus voltar:
“Porque Gaza será desamparada. … Ai dos habitantes do litoral, a nação dos quereítas! A palavra do Senhor é contra vós, ó Canaã, terra dos filisteus; e eu vou destruí-lo de modo que não haverá nenhum habitante. Assim, o litoral será de pastagens, com refúgios para pastores e currais para os rebanhos. E o litoral será para o restante da casa de Judá, nele apascentarão os seus rebanhos. Nas casas de Asquelon eles vão deitar-se à noite; Pois o Senhor, seu Deus vai cuidar deles e restaurar a sua sorte. (Sofonias 2:4-7)”
Agora, para aqueles que estão buscando assumir uma posição mais neutra (sobre o muro, por assim dizer), pode ser difícil de engolir que grande parte da Faixa de Gaza se tornará devastada e deserta, sendo deixado para o remanescente justo de Judá. Isso, no entanto, é exatamente o que a profecia declara. Esta não é uma profecia histórica. A profecia é em última análise, referente ao Dia do Senhor e o retorno de Jesus.
Será que não choca a ninguém que os eventos mundiais estão agora se alinhando cada vez mais com o estado de coisas que os antigos profetas hebreus falaram um pouco antes do retorno de Jesus? Ao ponderar todas essas coisas, todos nós devemos tremer. Pois, na verdade, através desta passagem o Senhor não está apenas alertando os habitantes de Gaza, mas todos – judeus, palestinos, você e eu – para a justiça, a humildade e o arrependimento. Se ouvir este aviso e genuinamente levá-lo ao coração, então como diz o profeta: “Talvez [nós] seremos escondidos no dia da ira do Senhor.”

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Estudo As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Faraó


Texto Áureo EF. 6.11 – Leitura Bíblica Ex. 3.19,20; 7.4,5; 8.25,26; 10.8,11,24

INTRODUÇÃO
Moisés finalmente aceitou a missão e assumiu a posição de libertador, mas essa não seria uma tarefa fácil. Conforme estudaremos na lição de hoje, Faraó não considerou as palavras do Senhor, ordenando para que deixasse o povo ir. Pelo contrário, apresentou algumas propostas ardilosas, a fim de enganar o líder do Senhor. Mas a rejeição de Faraó serviu para que o povo israelita atestasse o poder do Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Pretendemos, com esta aula, mostrar o poder de Deus, e ao mesmo tempo, a desmascarar as sutilezas do Inimigo.

1. FARAÓ DESCONSIDERA OS MILAGRES

A nação egípcia adorava muitos deuses, alguns deles cultuados pelos israelitas, que acabaram aderindo à fé daquele povo (Ez. 12.12). Esse foi um dos motivos pelos quais Deus precisou intervir, e demonstrar o Seu poder, não apenas para que os egípcios reconhecessem, mas também para que os israelitas se dobrassem perante a palavra do Senhor. Mesmo assim, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó não atentaram para as maravilhas de Deus (Sl. 106.7). Dentre essas maravilhas, destacamos os sinais da serpente, a transformação da água em sangue, e a invasão das rãs. Faraó, ao invés de se dobrar diante daquelas maravilhas, tratou-as com desdém, incitando seus magos a reproduzirem tais feitos. Isso mostra que desde muito tempo Satanás tem o poder de realizar sinais e prodígios da mentira (II Ts. 2.9,10; Mt. 24.24; Ap. 13.11-15). Paulo nomeia esses magos, “Janes e Jambres”, e os caracterizam entre aqueles que resistem à verdade, substituindo-a pelo engano (II Tm. 3.8). Satanás imita o evangelho de Cristo (Gl. 1.6-9), utilizando-se dos falsos mestres (II Co. 11.13-15). A transformação da água em sangue foi a primeira praga que Deus enviou sobre os egípcios. Na proporção que Faraó desconsiderava as calamidades elas iam se tornando cada vez mais graves. Os magos do Egito fizeram o mesmo utilizando água de um poço, mas se mostraram incapazes de reverter a praga divina. Diante da relutância de Faraó, o Senhor enviou abundância de rãs (Sl. 105.30), mostrando que Ele, e não Hecate, o deus da fertilidade egípcio, estava no comando. O coração de Faraó continua endurecido, principalmente depois que os magos imitaram os sinais (Ex. 8.19-22). Uma pessoa de coração endurecido se expressa como Faraó: “Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz?” (Ex. 5.2).

2. AS PRAGAS DIVINAS DIANTE DA DUREZA DE FARAÓ

Diante da dureza de coração de Faraó Moisés anuncia que Deus enviaria uma grande peste sobre os animais do Egito (Ex. 9.1-7). A mensagem profética se cumpriu e todos os animais morreram, escaparam somente os animais pertencentes aos hebreus, que viviam na terra de Gósen. Mesmo assim Faraó não permitiu que o povo seguisse adiante, ele se negou a temer a Palavra de Deus, a consequência, como sempre, foi o mal (Pv. 28.14). A praga seguinte não teve qualquer aviso, Moisés e Arão se dirigiram aos fornos de cal, e jogaram cinzas no ar, transformando-as em úlceras, que atingiu os egípcios e seu gado (Ex. 9.8-12). Mas Faraó mostrava-se insensível ao sofrimento do povo, pensava apenas em suas regalias, e na manutenção do seu poder. Em seguida, Deus envia uma praga mais terrível, uma chuva grande de pedras, como nunca houve no Egito (Ex. 9.18). Posteriormente, Deus envia trovões e chuvas, granizo e raios, que corriam pelo chão (Ex. 9.33). As consequências foram drásticas, os animais morreram, e a plantação destruída. Como qualquer governante ardiloso, Faraó mandou chamar Moisés e Arão, e demonstrou arrependimento, em virtude da destruição da sua terra (Ex. 10.17). Moisés sabia que aquele homem não temia a Deus, estava apenas tirando proveito da situação. Essa é uma lição para a qual devemos atentar, principalmente nos dias que antecedem as eleições. Os políticos se aproximam das igrejas, a fim de agradarem os pastores, e seduzirem os incautos. Alguns deles, querem demonstrar identificação com os evangélicos, saúdam como se fossem crentes, leem trechos das Escrituras, tudo para causarem boa impressão. Esses, no entanto, não temem ao Senhor, não têm compromisso com o povo de Deus, nem mesmo com a comunidade, querem se eleger apenas para garantirem suas regalias.

3. AS PROPOSTAS ARDILOSAS DE FARAÓ

A fim de manter o povo de Israel cativo no Egito Faraó apresenta algumas propostas ardilosas a Moisés. Isso mostra como Satanás, com suas astúcias, tenta desvencilhar os servos de Deus do plano do Senhor. Tais propostas também revelam a astúcia dos governantes a fim de manter o povo cativo em seus interesses. Os discursos de muitos políticos da atualidade ecoam as falas daquele líder egípcio. A primeira proposta de Faraó estava fundamentada em um sincretismo religioso, o povo poderia adorar o Deus de Israel, e ao mesmo tempo, os deuses egípcios (Ex. 8.28). Mas o Deus de Israel não divide a sua glória com outros deuses, principalmente porque Ele mesmo havia separado aquele povo para adorá-Lo (Lv. 26.26). Essa tem sido uma prática evidente no cristianismo contemporâneo, muitos líderes estão fazendo concessões em relação ao engano a fim de serem aceitos na sociedade. Jesus é o único caminho, é a verdade e a vida, ninguém pode se aproximar de Deus se não for por Ele (Jo. 14.6). Como bem lembrou Pedro, em seu discurso em Jerusalém em nenhum outro há salvação, somente em Jesus (At. 4.12). Como diz o ditado, todos os caminhos levam à Roma, mas há apenas um que conduz ao céu, e esse é Jesus Cristo. A segunda proposta de Faraó foi a de que o povo não fosse muito longe (Ex. 8.28). As estratégias de Satanás, e de alguns líderes tiranos, é a de que não nos afastemos dos seus interesses. Eles não se importam em fazer concessões, abrem mãos do supérfluo, mas não do que consideram mais importante. Satanás detesta mudanças significativas, ele não admite mudanças drásticas (Tg. 4.4,5; I Jo. 2.15). A mulher de Ló é um exemplo de alguém que sai do lugar, mas não deixa que o lugar saia dela. Ela abandonou geograficamente a cidade de Sodoma, mas em seu coração os prazeres daquele local a acompanhavam (Gn. 19.17,26; Lc. 17.32). Na terceira proposta Faraó sugeriu uma divisão nas famílias, apenas os mais velhos partiriam, os mais novos permaneceriam no Egito (Ex. 10.7). Isso mostra que as famílias hebreias eram organizadas, e viviam em harmonia (Ex. 6.14-19). A fragmentação familiar seria uma estratégia utilizada por Faraó para atingir os valores daquele povo. Nos dias atuais as famílias têm sido solapadas por valores satânicos que estão sendo repassados pelas mídias, e patrocinados pelos governantes. As famílias cristãs, mesmo diante dos ataques, devem permanecer alicerçadas dos fundamentos exarados na Palavra de Deus (Ef. 6.10-18). A quarta proposta de Faraó tinha a ver com a aceitação da calamidade, o líder egípcio admitia a tragédia, contanto que o povo permanecesse (Ex. 10.21-23). Muitos governantes agem de igual modo, principalmente no período das eleições, ao invés de socorrer o povo, tiram vantagem da desgraça. Há aqueles que acham que quanto pior melhor, para cooptarem o povo na manutenção dos seus interesses. Por fim, Faraó propôs a ida do povo hebreu, mas se ficassem as ovelhas e as vacas (Ex. 10.24). Essa proposta reflete o foco em mercadoria, e menos nas pessoas, bastante comum nessa sociedade que somente ver bens, e não o bem das pessoas. Mamom, o deus deste século, está destruindo muitas vidas, o deus-mercado é quem determina as regras e os relacionamentos (Mt. 6.24).

CONCLUSÃO
Faraó, como alguns governantes que conhecemos, despreza a Palavra de Deus, a menos que essa satisfaça seus interesses. Satanás tem usado vários desses para seduzirem a igreja, com suas propostas ardilosas, substituindo a verdade pelo engano. Mas nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra as potestades do Inimigo, por isso, devemos permanecer firmes, com toda, para resistir no dia mau (Ef. 6.10-12). E como fez Faraó, não devemos endurecer nosso coração, antes ouvir a voz do Senhor (Hb. 3.7,8), pois dura coisa é cair nas mãos do Deus vivo (Hb. 10.31).