segunda-feira, 5 de novembro de 2012



A Espada
 “Então, Simão Pedro puxou da espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita; e o nome do servo era Malco.” João 18:10.
 Estou na fase de encontrar curiosidades nos textos bíblicos. De onde será que Pedro tirou aquela espada? O sujeito andava com Jesus, para que serviria uma espada? Se fosse Simão, o zelote, a gente poderia entender, mas Simão Pedro era pescador. Eu nunca vi ninguém pescando com espada.
Os historiadores divergem, apontam situações pitorescas e saídas culturalmente válidas para a época. Minha reflexão é mais básica: alguém ali tinha uma espada e não era Judas Iscariotes – claro, ele vinha com o outro grupo. Meu irmão tem gente armada na sua igreja?
Talvez não literalmente armado com revólver ou faca, mas na minha tem gente armada sim. Tem gente armada com línguas afiadas que dilaceram corações, relacionamentos e a boa fama. Tem gente armada com uma aspereza de trato que consome os irmãos como se fosse lixa. Tem gente que vem armado com escudos e defesas impenetráveis e ninguém consegue aproximar-se. Tem gente que vem armado com um spray congelante que não tem adoração que derreta. Tem gente que vem para a igreja com uma arma terrível, nuclear, chamada espírito crítico – nada serve, nada é bom, ninguém acerta nada.
É uma mera ilustração, mas cortar a orelha de um soldado é algo relativamente trivial num contexto como este, como trivial é vermos um irmão falando mal de outro. Mas nem por isso não dói ou não sangra. Meu querido entenda uma coisa: sempre dói mais em quem apanha do que em quem bate. Não vá armado para a igreja e nem pense em usar as armas dos outros. A única coisa que consigo imaginar pior do que um pessimista é alguém que pegou o pessimismo do vizinho. Ou pior do que um reclamão, só os que reclamam por causa dos que estão reclamando.
Vamos nos desarmar? De quebra, Jesus não vai precisar ficar colando orelha cortada.
“Senhor, ajuda-me a ser mais inofensivo e menos armado. Como Pedro, quero me transformar em uma benção para todas as gerações. Ensina-me a ser assim.”

domingo, 4 de novembro de 2012


PROBLEMAS COM A CONEXÃO
Estava respondendo aos emails, escrevendo, até que... tudo travou. Verifico então,  a mensagem que dizia "problemas com a conexão".Sabe? Por vezes, na vida é assim também. Tudo vai indo muito bem, e de repente tudo fica estagnado. Nesse momento, pode estar havendo um "problema com a  conexão da fé".  A fé ficou lenta demais, e aí não pode dar suporte a estrutura de seu objetivo, ou não está em dia com  sua fonte de energia que é DEUS. O que fazer diante de tal circunstância?Não perca o seu link com DEUS em hipótese alguma. Enquanto vi a mensagem que relatava problemas com a conexão da internet, comecei a escrever essa mensagem para compartilhar aqui no blog. Não parei diante do que havia proposto fazer.Se tudo parece estagnado, a fé não pode ficar estagnada. Temos que continuar,  mesmo que exija de nós um sacrifício maior, será por um resultado melhor.Enquanto escrevia a terceira linha desse texto, a conexão interrompida voltou. Mas, imagina se tivesse parado, perdido a oportunidade de dizer aqui: Vá em frente!Quando temos a intenção de fazer o melhor para Deus não faltarão obstáculos para tentar estagnar a nossa fé. Mas, se cremos e obedecemos a Sua Palavra, temos confiança e determinação acima de qualquer tribulação e continuamos sempre em frente.Quando a fonte está em DEUS, no SENHOR JESUS, nunca perdemos a  conexão de nossa fé. Nossas vidas dependem DELE desde cada amanhecer ao anoitecer, por todos os dias...Mantemo-nos andando mesmo quando tudo parece estar estagnado, porque a nossa fé nos projeta para a vitória que nos espera de braços abertos, e por isso não fugimos do sacrifício para alcançá-la.                                         Como está a sua conexão com DEUS? Isis Regina



Servir: a graça não é de graça! (Lc. 17.7-10)


            Alguém disse que “Deus não pergunta sobre nossa capacidade ou incapacidade, mas se estamos à disposição”.

            Uma das maiores carências da atualidade é de gente à disposição. Homens e mulheres compromissados com o Reino. Vivemos na era das facilidades, onde o que impera é a busca alucinada pelos holofotes e aplausos, como se fôssemos astros e não escravos. J. H. Jowett disse que“o ministério que nada custa nada realiza”.

            Phillips Brooks disse: “Não ore pedindo uma vida fácil. Ore para ser um homem mais forte. Não ore pedindo uma tarefa equivalente às suas forças. Ore por forças equivalentes às suas tarefas”. Ainda confundimos a graça com o remanso, o não-fazer. Esquecemos de que o contrário de graça não é esforço, é mérito!

            A igreja do século 21 é uma igreja acostumada à mecânica do templo. Uma igreja de pedra, mas não de gente. Uma igreja que inverte o “Ide” e subverte a própria missão – é a autossabotagem eclesiástica.

            Pense na seguinte pergunta: o que te qualifica como servo?

 Cuidado com a maldição da ociosidade

            Carecemos de um resgate da condição de servo! Não um servo sentado em casa, descansando de manhã, repousando à tarde e dormindo à noite!
            Um escritor disse que o ócio é a morada do demônio. Ócio é o outro nome da preguiça. Harvey Cox disse que a preguiça foi responsável pelo pecado de Adão: ainda corremos o risco de deixar a serpente escolher por nós!
            Oscar Wilde disse que “o problema de a pessoa ter uma boa ideia é ser chamada para colocá-la em prática”. A igreja contemporânea é repleta de especialistas em tudo aquilo que não fazem!
            A palavra “negócio” vem do latim: é a junção da partícula de negação “ne” + “ótium” que significa “repouso, descanso”, portanto, “negócio” é a negação do repouso, a negação do ócio. Precisamos descansar, mas não para sempre!
            O preguiçoso, nem sempre é aquele que nada faz, às vezes, se esconde no ativismo! É aquele que faz tudo o mais rápido possível, só para ver se sobra tempo para descansar! Um provérbio antigo diz que “o diabo tenta todo mundo, mas o preguiçoso tenta o diabo”.
            Phillips Brooks disse que “Pensar que você não pode fazer nada é quase tão arrogante quanto pensar que pode fazer tudo”.
            Trabalhe! Envolva-se na graça e sirva! A graça não é de graça!

 Estar envolvido com a graça não significa ser negligente

            O servo qualificado é o oposto do negligente. Algumas pessoas usam a graça como desculpa para não trabalhar.
            O servo não deve esquecer suas tarefas: Os alemães têm um provérbio: “jamais digas esqueci, pois o esquecimento é próprio dos irresponsáveis”. O esquecimento da graça nos lança no perigoso território da não-graça! Desculpas esfarrapadas para não gerarmos frutos e filhos!
            O servo não deve ser desleixado: Precisa aprontar-se e servir com qualidade. Um dos aspectos que a Rainha de Sabá observou e elogiou foi a corte de Salomão (I Reis 10. 4-8). Servos desleixados envergonham seu Senhor.
            O servo não deve ser desatento: Deve esperar enquanto seu Senhor come e bebe. Servos desatentos sentam-se em qualquer lugar, inclusive nos lugares aonde não foram chamados.
            C. S. Lewis disse: “Certamente você realizará o propósito de Deus, não importa como esteja agindo, mas faz diferença se você serve como Judas ou como João”.
            Sirva com excelência, pois  como disse Paulo  em I Co. 15. 58: “o nosso trabalho não é vão no Senhor”

 Cuidado com a armadilha da ambição desmedida

            Em Lc. 17. 9,  Jesus pergunta aos discípulos: “será que vocês agradecerão ao servo por ter feito sua obrigação?”
            Hoje, trabalhar por glórias e mídia virou obsessão. A ambição desmedida foi responsável pela metamorfose de anjos em demônios. O elogio ao servo só ocorre no final de sua tarefa: “servo bom e fiel”. A ambição desmedida faz com que o servo distorça sua tarefa e destrua sua recompensa. Servir, por si só, já deve ser visto como glória.
            Agostinho dizia: Torna-me teu escravo, ó Deus, e então serei livrre! Vance Havner disse:“Nossa eficiência sem a suficiência de Deus é apenas deficiência”. A ambição desmedida pode nos levar ao abismo da manipulação dos meios e dos outros.
            Qual tem sido a sua motivação?

 Cuidado com a doença da arrogância

            O versículo 10 deixa explícito o que os próprios servos pensavam de si: “somos servos inúteis”.
            Esse texto vai na contramão da espiritualidade dos queridinhos de hoje. Vivemos numa igreja onde ninguém quer ter a abençoada inutilidade, a grande maioria dos crentes foram picados pela mosca azul do poder.
            Um servo arrogante é uma ameaça ao bom andamento da obra. Servo arrogante é contradição. Quem serve, deve fazê-lo em amor! (João 13)

            Que Deus nos guarde da enfermidade da arrogância, da Síndrome de Nabucodonosor, de trocar o manjar do Senhor pelo capim dos orgulhosos.
 
Até mais...
Alan Brizotti

sábado, 20 de outubro de 2012


Quantas línguas tinha a humanidade?



GÊNESIS 10.5 (cf. 20,31) - Por estes foram repartidas as ilhas das nações nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, entre as suas nações.
Por que este versículo dá a entender que a humanidade tinha muitas línguas, já que Gênesis 11:1 diz que havia uma única língua?

PROBLEMA:
 Os textos de Gênesis 10:5,20,31 parecem indicar que havia muitos dialetos, o que aparentemente está em conflito com Gênesis 11:1, que de forma bem clara diz que “em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar”.

SOLUÇÃO:
 Estes textos referem-se a dois tempos diferentes. Anteriormente, enquanto estavam mantendo suas distinções tribais, os descendentes de Cam, Sem e Jafé, todos eles falavam a mesma língua. Posteriormente, com a torre de Babel (Gn 11), Deus puniu os homens pelo projeto com o qual se rebelavam contra ele, confundindo-lhes a fala. Como resultado, as tribos não mais conseguiam comunicar-se umas com as outras, embora possivelmente às subtribos e aos clãs tenha sido permitido uma linguagem compreensível, para que assim continuassem a se comunicar entre si.


Fonte: Manual popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia. Norman Geisler & Thomas Howe

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


A Águia e a Galinha

Uma metáfora sobre a condição humana




Certa vez um camponês foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo. Encontrou um filhote de águia. Colocou-o no seu galinheiro para crescer entre as galinhas. O camponês queria saber o que aconteceria com a águia se ela fosse criada como galinha. Todos sabem que as águias são aves fortes, voam acima de todas as demais aves, além de serem excelentes predadoras e aves muito corajosas.

A águia foi crescendo entre os pintinhos, aprendeu a comer a ração que eles comiam, aprendeu a ciscar o chão como as galinhas fazem e assim deixou de ser propriamente o que as águias são. Cresceu medrosa e limitada como qualquer outra galinha, embora suas asas medissem quase três metros de comprimento.

Um dia, um velho amigo do camponês estava visitando-o e o camponês, todo orgulhoso, contava como encontrou uma águia e transformou-a em galinha. Seu amigo duvidou, mas o camponês fez questão de mostrar a sua grande proeza. Aquele velho amigo ao ver a águia no meio das galinhas fez um desafio ao camponês.

— Vamos desafiar a águia... Ela é e terá sempre coração de águia.

— Você não conseguirá fazê-lo, esta águia agora é uma galinha. Ela nunca aprendeu a ser águia, durante toda a vida ela só soube ser galinha, e agora já é muito tarde para ela deixar de ser galinha.

— Não! Retrucou o amigo. Ela não é galinha é uma águia, vamos libertá-la para ver o que acontece!

Incrédulo o camponês aceitou o desafio e no dia seguinte seu amigo retornou bem cedo à fazenda, entrou no meio do galinheiro e pegou a águia-galinha. Enquanto isto o camponês observava o que seu amigo iria fazer e foi acompanhá-lo.

O amigo do camponês olhou para a águia e disse:

— Você não pode ser galinha, você é águia, voe!

Jogou a águia para o alto e, toda sem jeito, batendo as asas desordenadamente, caiu no chão e saiu correndo assustada para se ajuntar novamente às galinhas.

— Eu avisei que ela não é mais águia.

Disse o camponês.

Na manhã seguinte o homem retornou à fazenda do camponês, tomou a águia e levou-a para uma árvore bem alta, olhou mais uma vez nos olhos da águia e disse:

— Você é águia, sempre foi águia e não galinha.

Soltou o animal lá de cima da árvore, que arriscou um pequeno vôo, que de tão pequeno foi quase uma queda, mas logo foi se ajuntar com as demais galinhas, para ciscar o chão e comer milho.

Algumas vezes, outras águias sobrevoavam a fazenda, davam rasantes perto do galinheiro, a águia-galinha simplesmente observava, talvez tentando lembrar de algo que ela nunca havia sido, que por instinto desafiava sua natureza em busca da liberdade que as águias têm, mas que era abafado por sua “natureza” galinha.

No terceiro dia o amigo do camponês chegou na fazenda antes do sol nascer, mais uma vez pegou a águia, ajeitou-a em seus braços e a levou para a montanha mais alta da fazenda longe das casas e dos homens.

O sol estava quase nascendo, o céu já recebia os primeiros raios de sol em tom alaranjado, algumas nuvens perto do horizonte transmitiam o brilho que refletia misturado com o azul anil que ia chegando aos poucos. Era possível ver algumas colinas ao fundo que revelavam suas silhuetas ganhando cor e misturas de luz e sombras enquanto ia crescendo a luz em todo o horizonte, também se via as casas e a fazenda, pequenas, lá em baixo no vale. Outras águias começavam a alçar vôos naquela manhã e outras sobrevoavam acima dos dois homens e da águia-galinha no cume da montanha.

Enquanto o camponês observava. O amigo sussurrou aos ouvidos da águia:

— Águia, este é o teu lugar, você não é galinha.

Mas ela não voou tão rápido, então ele segurou bem firme a águia, apontou sua cabeça em direção ao horizonte onde nascia o sol. A águia-galinha tremia, não suportava olhar para o sol que ia nascendo, mas aos poucos seus olhos se enchiam com toda aquela luz, parou de tremer e já tentava se libertar das mãos daquele homem. Ergueu-se soberana, abrindo suas asas de quase três metros, de uma ponta a outra, emitindo um tímido, mas típico grasnar de águias. Outras águias respondiam ao longe, aquele kau-kau ganhou volume, chegou a fazer eco no vale e a águia começou a ganhar coragem para voar, arriscou seu primeiro vôo de liberdade, começou a voar em direção ao alto, foi mais alto ainda até se confundir com o azul do firmamento e voar por cima das nuvens.

A essência da águia ganhou lugar jogando fora o que não lhe era natural, a fraqueza e o medo próprios da galinha já não tinham mais lugar nesta nova vida, a águia finalmente se libertava da condição imposta de ser galinha e não águia.


Moral da história: Esta história eu li já faz algum tempo, num livro do Leonardo Boff, é uma lenda que foi contada pelo James Aggrey, Natural de GAMA, pequeno pais da África Ocidental em um discurso a favor da liberdade. Resolvi contá-la aqui de forma resumida, é claro. Queria apenas que você refletisse comigo sobre nossa condição des-humana, sobre aqueles que tentam dizer que somos fracos, incapazes, limitados e que não vale a pena lutar para mudar ou mudar para lutar.

Deus não nos chamou para sermos galinhas, mas sim águias. Não no sentido predatório próprio à águia, mas sim, no exemplo da força, da coragem e da resignação característicos e nela existente.

Existem muitos que tentam arruinar nossos sonhos e esperanças, mas nossa fé está Naquele que nos dá condição de enxergarmos além das circunstâncias, que nos faz ver o que realmente somos, não para limitação, mas para as possibilidades Nele encontradas.

O Deus que liberta te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012


PODE A MÃE ESQUECER DE SEU FILHO?

Asistam ao vídeo:

"Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre?
Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti. "
Isaías 49:15

Uma mulher de fé move o coração do Rei
Faz o deserto florescer
Uma mulher de fé é incansável na esperança
Traz na lembrança o bem de Deus
E não desistirá jamais
Quando uma mulher decide orar
E derramar o coração aos pés do salvador Jesus
Deus não negará o seu melhor
A uma mulher de fé, uma mulher de fé
Uma mulher de fé tocou no manto do Senhor
E o impossível aconteceu e acontecerá
Uma mulher de fé tocou no manto do Senhor
E o impossível vai acontecer com você
Quando uma mulher decide orar
E leva os sonhos ao Senhor
E ora mesmo pra valer
Deus responderá com o melhor
A uma mulher de fé, uma mulher de fé...
Você!

domingo, 14 de outubro de 2012


Adoração: o encontro


          
            Em João 4, no encontro entre Jesus e a mulher samaritana, há um vislumbre da adoração que poucos observam: o componente do conflito. Jesus expõe a natureza da adoração a uma mulher obscura num poço qualquer da vida – isso se parece com o que achamos ser a adoração?
            Achismos à parte, adoração é encontro. É o Supremo que vem, com a interrogação que busca conteúdo. Eu e Deus. William Temple definiu a adoração assim: “A adoração é a submissão de toda a nossa natureza a Deus. É a vivificação da consciência mediante Sua santidade, o nutrir da mente com Sua verdade, a purificação da imaginação por Sua beleza, o abrir do coração ao Seu amor e a entrega da vontade ao Seu propósito”.
            A verdadeira adoração precisa estar centrada em Cristo. Em Lucas 2. 25-30, Simeão, ao apresentar Jesus no Templo, dá um brado: “Despede teu servo em paz, pois os meus olhos já viram a tua salvação”. O que Simeão está dizendo é a base de uma teologia da adoração: quando os meus olhos se fixarem em Jesus não precisarão ver mais nada! A visão de Jesus relativiza todas as outras coisas. Minha retina fica marcada para adorar.

           Vamos refletir sobre alguns aspectos da adoração como encontro com Deus:

 1. A síndrome da mulher samaritana: “Jerusalém ou Gerizim?”

            Mais do que lugares, geografias demarcadas, era um jeito estabelecido de adorar – o império do tecnicismo – o reino cansado da previsibilidade blindada. A morte das surpresas. Aqui adoramos de um jeito, ali de outro. Profissionais do culto.
Muita gente ainda é escrava da adoração das geografias: certos templos, certos lugares, certos montes... Outros são escravos da judaização da igreja: só adoram se a estrela de Davi estiver tatuada na testa!
Elienai Jr. escreveu algo sobre esse texto. O escritor criou a seguinte fala, como se fosse o anseio do coração daquela mulher:
“Fala de Deus, poeta. Baldeia também o divino de outro poço, profeta. Porque tal como esta água, o que de Deus eu sei me angustia mais do que sacia. Os samaritanos falam de um que é mais Deus em nosso templo do que naquele de Jerusalém. Deus é só isso? Dos judeus ou dos samaritanos? De Jerusalém ou de Gerizim? Do templo que não me quer, ou que não me cabe? Dos homens e suas vaidades másculas e truculentas? Reinventa, poeta. Redescreve, profeta”.             
A mulher samaritana não era leiga em matéria da teologia de seu povo. Ela tinhareligiosidade em lugar de espiritualidade: “este é o poço do qual bebeu nosso pai Jacó”. Ela conhecia a história de seu povo, mas não o Deus de todos os povos. Ainda temos a mentalidade das fórmulas mágicas – o abracadabra gospel. O poço, a aliança ungida, a água santa, o óleo poderoso. Coisas sem Deus. Animismo gospel.
Quando a mulher samaritana soube da “água da vida” imediatamente a solicitou. Isso aponta para a motivação oculta naquela “conversão” tão rápida: a busca por uma “água mágica”, que a fizesse sumir socialmente. Uma água que a poupasse de precisar novamente buscá-la todos os dias, encontrando com as outras mulheres e seus olhares furtivos. É como muita gente que habita a periferia das igrejas. Gente oculta no culto.
Muita gente procura viver uma adoração da fuga social, ou pior, do isolamento, da quebra da comunhão. É gente que não suporta a igreja e suas deformidades, então, isola-se na “adoração virtual”, ou na “adoração solitária”. Adoração genuína acontece na dimensão da solitude (não, solidão), mas desemboca na comunhão da igreja. A mulher sai do poço e vai dar testemunho na cidade!


 2. Um texto, duas posturas

            O texto fala-nos de forma extraordinária sobre a adoração. Intrigante é que está em voga a postura do adorador. Na verdade, o texto nos leva na estrada da conversão e da adoração.
            Há duas posturas que devem ser evitadas:
            1. Ficar aquém de Jesus: É receber a mulher sem sequer tocar em seu estilo de vida. É a adoração da acomodação a um momento, evento ou esquema religioso. O adorador de verdade sabe que é pecador, carente da graça, e precisa da cura de sua alma. Sabe que o Espírito Santo antes de consolar, confronta!
            2. Ir além de Jesus: É forçar aquela mulher a se judaizar! Não vemos Jesus forçando-a a assumir uma postura judaica. Jesus não a discrimina por ser de outro povo. A adoração sara a cultura, pois não é escrava de cultura alguma. Não precisamos cantar em hebraico para que o louvor seja mais santo! Jesus a mandou de volta para a sua cidade, e não para Israel!
            A pergunta que surge imediatamente é: quall, então, é a postura do adorador? O texto também a revela: João 4. 23, 24: “os verdadeiros adoradores”. Esses são os que adoram ao Pai “em espírito e em verdade”. Note que o texto não diz que o Pai procura adoração, mas adoradores! Por quê?
            Porque o Pai já tem a mais plena, linda e perfeita adoração. Isaías 6. 1-3, os Serafins estão adorando de uma maneira que nenhum de nós é capaz de alcançar. Deus não procura adoração, pois já a possui. Deus procura adorador, pois ao encontrá-lo, o Pai dá de sua adoração ao adorador e, então, ele a devolve ao Pai, e cumpre-se Romanos 11. 36: “Pois dele, por ele, e para ele são todas as coisas”. 
A postura do adorador é “em espírito e em verdade”: ou seja, Deus é espírito (Jo. 4. 24), e não pode mentir (Tito 1.2) – o adorador é aquele que está mergulhado em Deus, vive para Deus, tem fome e sede de Deus e respira para a glória de Deus (At. 17. 28).
Adoração é encontro com Deus, comigo mesmo e com os outros.

Até mais...
Alan Brizotti

sábado, 13 de outubro de 2012



Lídia "Coração de Leão"

Estávamos chegando às vésperas do Dia das Mães. Na verdade, vejo essa frase com uma certa ironia, pois desde que minha primeira filha nasceu, não deixei de ser mãe nem por um segundo, quanto mais por um dia!
Minha intenção não é filosofar sobre esse assunto e sim narrar um fato que na verdade não me deixa parar de pensar sobre a complexidade que envolve essa história de ser Mãe.
Como disse no início, era a semana do Dia das Mães e já estava preparada para as três homenagens que receberia de cada uma das minhas filhas na escola. Na terça, seria a homenagem da caçula, que agora está com seis aninhos e me enche de alegria com seu jeitinho ainda um pouco infantil, mas só o jeitinho, e vou explicar porque.

Bom, saí de casa como de costume, às 6h05, pois a Reunião de Pais que incluía a homenagem começaria às 7h20. Esse seria um tempo razoável já que o trajeto que preciso percorrer para chegar à escola é de aproximadamente 21km e no horário que saí, gastaria no máximo 45 minutos até meu destino. Pois bem, penteei com mais cuidado o cabelinho fino da Lídia, delicado, com lindos cachinhos nas pontas, pois queria fotografar seus melhores ângulos, afinal aquela não deixava de ser uma ocasião muito especial.  Tudo pronto, todas no carro, mochilas e lancheiras organizadas e dispostas no porta-malas e saímos rumo ao nosso compromisso.

A princípio tudo parecia caminhar bem, o trânsito até um certo ponto, estava fluindo como de costume, mas infelizmente, um acidente grave num ponto de principal acesso à nossa rota causou um caos tão grande, uma concentração de carros tão impressionante me fez perceber que talvez não fosse possível assistir minha filhinha se apresentar. Olhei pra ela, que estava sentada no banco de trás, cinto atado, travesseirinho na cabeça, e disse: “Filha, você está vendo esse trânsito? Talvez não dê tempo de você cantar pra mamãe. Mas quero que você saiba que eu te amo muito e você não precisa ficar triste por isso, ok?” Ela virou seu rostinho pra mim, com olhos um pouco tristes e apenas sinalizou um “sim” com a cabeça . Sem mais palavras. Enquanto isso, achei por bem arriscar um caminho alternativo, mas sem sucesso.

Chegamos à escola e soubemos que a homenagem havia sido a primeira parte de Reunião de Pais, e por isso, de fato, Lídia não cantou pra mim junto com seus colegas. Ao invés disso, pegou o presente que ela mesma havia preparado e com um sorriso gigante me entregou e  me abraçou com carinho.
Depois desse momento, minha manhã foi difícil de suportar. Fiz minha leitura devocional, e passei muito tempo orando, pedindo a Deus que cuidasse do coraçãozinho da minha filha, pois sabia o quanto aquele momento era importante pra ela e não queria que ela sofresse demais por essa frustração.  O alívio foi quase imediato. Louvei a Deus por seu calor reconfortante. Como ia busca-las na saída da aula, não via a hora de que o relógio batesse meio dia. Não sabia o que esperar. Imaginei que ela fosse estar desanimada, talvez chorando, cabisbaixo, mas encontrei uma menininha correndo pela rua, feliz por se reencontrar comigo. Ao entrar no carro, depois de atar o cinto, ela então começou a cantar: “Amo você e nunca vou te esquecer, amo você, contigo quero parecer”. Gente, fiquei tão emocionada com essa homenagem exclusiva! Como subestimei a capacidade de lidar com a frustração da minha filha. Encontrei um coração de leão num corpinho de menina! Que alegria imensa!
Mesmo assim, para me certificar de que ela estava bem, ainda a questionei: “Filha, você ficou chateada com o que aconteceu?” E mais uma vez surpreendendo todas as minhas expectativas, ela respondeu: “Não, mamãe, foi até bom, assim a senhora ficou mais curiosa”. Meu Deus. Emudeci.

Fiquei pensando mesmo que ser mãe é uma grande loucura. Se alguém acha que essa é uma tarefa comum, corriqueira, que qualquer mulher pode ser uma, talvez ainda não tenha tido a experiência da maternidade, ou não se lembre dos esforços de sua própria mãe. Já disse algumas vezes que o coração da mãe parece que tem sempre uma dorzinha, como se aquela sensação de friozinho na barriga fosse constante. Lutamos para fazer e ver nossos filhos felizes, por isso, muitas vezes, nos abnegamos e abrimos mão de muito do que há em nós e daquilo que desejamos. Enquanto sabemos que é importante que nossos filhos recebam “nãos” ou quebrem a cara, pois insistem na desobediência, nosso coração dói duas vezes, sofremos por nós e por eles. 

Por outro lado, das experiências mais intensas que já tive com Deus, muitas delas, senão a maioria, foram vivenciadas após a maternidade. Vi a mão poderosa de Deus em cada milagre, desde o nascimento até muitos livramentos envolvendo tombos, viroses, febres inexplicáveis, noites sem dormir. Posso dizer que cada uma dessas experiências valeu a pena, pois assim Deus tem moldado minha vida ao caráter daquele que passou tudo isso por mim e pelas minhas filhas também.
Vejo em tudo isso que não há como ser mãe sem o auxílio de Deus. Ser mãe mostra meu lado mais frágil, desperta em mim o que há de melhor, mas também o que há de pior. Ser mãe me faz perceber que sou limitada, tenho vida útil, passível de perecer. Somente Deus, por meio de Jesus, é capaz de restaurar minha alma, tratar daquilo que não perece e só por meio dele, posse deixar um legado que não vai ter fim com os meus dias.

O que dizer de tudo isso? Mais uma vez, obrigada Senhor, por me deixar conhecer mais uma das facetas do seu amor aos seus filhos, a lidar com cada um conforme sua individualidade, assim como os pais tem o privilégio de lidar com seus próprios filhos conhecendo a peculiaridade de cada um. É isso que faz da maternidade algo tão singular. É isso que me faz engradecer ao Autor da Vida.

domingo, 7 de outubro de 2012


PRESOS A ROTINA


Todos os dias você faz tudo igual, e como tem que administrar seu tempo, não se  permite fugir das regras que estabeleceu para conseguir cumprir seus compromissos. 

Isso acontece com muitas pessoas que desejam fazer tudo certinho (acredite, sou asim... rsrs). Procurar fazer o correto é dever de todo ser humano que tem caráter e de todo filho de Deus, pois somos representantes dEle nessa terra. Entretanto, muitos sem perceber, acabam se limitando dentro dessa rotina e consequentemente ficam presos á ela.

Marta e Maria são um grande exemplo disso. Duas mulheres muito especiais, sendo que uma delas, Marta, estava tão presa aos afazeres de sua rotina que não conseguiu ver a glória de Deus entrando em sua casa, seguia tão obstinada em cumprir os deveres de sua rotina que não enxergou o tamanho da grandeza que estava lhe sendo proporcionada. Já Maria, não estava presa a rotina, cumpria seus deveres, mas estava aberta ao mais e mais... Certamente é o que ela esperava por sua fé.

E  assim, acontece com cada um de nós, que muitas vezes nos prendemos tanto aos afazeres diários de nossa rotina que sem perceber desprezamos a boa parte enviada por Deus através de momentos preciosos, até mesmo, de pessoas especiais. 

Ás vezes, o marido te chama para sentar ao seu lado um pouquinho, você até senta, mas logo levanta para completar suas tarefas, seu filho pede a sua atenção e você diz que está ocupado, enfim, não consegue parar um minutinho se quer. Esquece até de olhar o céu e depois acaba ficando chateado, achando que tudo poderia ser melhor, diferente...

Quantas vezes, preso a sua rotina não desprezou o melhor? 

Agora seu jardim está totalmente seco, com folhas  queimadas, caídas pelo chão e flores mortas? 

A boa parte em Deus,  nos é enviada todos os dias, todas as horas, cabe a nós escolhermos essa boa parte, mas para isso temos que renunciar a nós mesmos, pois não existe nada mais precioso e melhor do que estar diante de Deus e usufruir de todas as bençãos que Ele nos envia, a fim de mantermos o nosso jardim vivo e frutífero.

Cumprir os deveres e não estar preso a rotina, é estar pronto para o novo. É  viver na esperança da fé,  com a certeza de que a qualquer momento o melhor pode acontecer.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


ELE SABE SEU NOME

O que você diria se soubesse que a pessoa mais importante do mundo sabe seu nome?
E se soubesse que Ele acompanha todos os seus passos,
esperando pela chance de se apresentar á você?
Como se sentirira ao saber que o Dono de todo o universo
quer ter um encontro com você?


Quantas pessoas não dão tudo para conhecer
um ídolo que admiram,
 mas que jamais terão o poder de fazer algo
transformador por suas vidas?


Por que as pessoas valorizam tanto
apenas o que é passageiro?
Quando o que é extraordinário é o que é Eterno.
Na grande maioria das vezes,
 Ele é a última opção,
 a última escolha
e recebe aos que O desprezaram
 como se tivesse sido a primeira opção,
a primeira escolha deles.


Ele é capaz de pegar todos os erros que pesam sobre uma vida
 e lançá-los para sempre no mar do esquecimento.


É Alguém que faz o fraco em forte
e confunde aos mais sábios da terra
por ser capaz de agir no impossível
e trazer a existência sonhos
que estavam empoeirados
em um coração cansado de esperar...


Por que você é capaz de crêr em qualquer coisa
que te falam para melhorar sua aparência,
seus conhecimentos,
auxiliar na sua saúde,
mas despreza quando te falam sobre DEUS?


Mais uma semana pela frente
e os problemas serão mais uma vez empurrados?
 Ignorados?
Não!
Mil vezes não!
Enxugue as suas lágrimas, levante a cabeça!


Dê uma chance para DEUS ser DEUS em sua vida
e experimente o Extraordinário em seus dias.
O que necessita para isso?
Fé!
Mesmo pequena como grão de mostarda,
com ela poderá transportar os montes
e vencer tudo o que estava impedindo sua felicidade.
Apenas peça para DEUS:
Me faz te conhecer...
 
E tenha não apenas uma linda semana,
mas, uma linda vida!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A CERTEZA TE FAZ SEGUIR EM FRENTE


Quando estamos vivendo certas situações que são aparentemente um pouco complicadas ou até difíceis, muitas vezes, podemos ficar tão focadas nos problemas que não conseguimos ver a vida da maneira como deve ser vista. É necessário sair desse campo de visão para podermos enxergarmos como deveríamos, então, percebemos que os problemas são apenas probleminhas... "Moisés, meu servo, é morto; levanta-te pois agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, para a terra que eu dou aos filhos de Israel.Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo dei, como eu disse a Moisés. Desde o deserto e este Líbano, até o grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo. Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida. Como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei." Josué 1:2-5  Foi necessário Josué seguir em frente para ver o que Deus pretendia fazer também, através de sua vida. Quantas vezes, por causa de certas situações que inusitadamente acontecem na vida, se não nos dermos conta, podemos ficar parados em nossa visão... chorando a morte de pessoas que partiram, romperam uma aliança, feriram... Se ficarmos estagnados diante de situações como essa, não veremos da maneira correta, que é como Deus quer que vejamos a vida que Ele nos concedeu. Para isso é necessário fazer como Josué, seguir em frente na fé, então, o novo surgirá! Com certeza, naquela época há quem possa ter interpretado Josué por ter dado ouvidos a voz de Deus, como um homem sem sentimentos... há quem possa tê-lo julgado de maneira errada... mas, quando a escolha é seguir em frente sempre, ouvindo a voz da fé, os frutos são a resposta que justifica as atitudes tomadas pela fé. Josué se lançou para executar a direção de Deus, e assim temos que fazê-lo. Deus é Perfeito, e quando andamos em obediência, temor á Sua Palavra, é seguir em frente com a certeza de que no final tudo dará certo, ficará melhor do que foi pensado, planejado. Nossa vida é feita de escolhas e são elas que definem quem somos e o que pretendemos ser. Com as escolhas que temos que fazer diante de nossos alvos e metas, sem medir sacrifícios, estando dispostos para isso, podemos viver as promessas de Deus para as nossas vidas.


A terrível realidade do Crack

*
Ministério da Saúde estima que 25 mil jovens estão em risco extremo


     O crack, droga formada pela mistura de bicarbonato de sódio e cocaína, ameaça a vida de 25 mil jovens brasileiro, segundo estimativa do Ministério da Saúde.

     O coordenador de Saúde Mental, Álcool e Drogas do ministério, Pedro Delgado, afirma que a dependência coloca esses jovens no nível de marginalidade extrema. Ele falou sobre o problema no Seminário Internacional de Políticas sobre Drogas, na Câmara Federal.

     Delgado disse ainda que faltam estudos de âmbito nacional sobre o tema, mas os dados do ministério mostram que existem padrões diferentes de uso das drogas, inclusive do crack. “Existem duas populações de consumidores de crack no Brasil. Uma que estimamos em 25 mil jovens que estejam em vulnerabilidade máxima e corram risco de vida e outra, em situação menos grave, com 600 mil pessoas que fazem uso frequente da droga”.

     O coordenador do Ministério da Saúde também falou do problema da mortalidade de adolescentes pelo uso de drogas, citando Maceió como a cidade com o maior registro de morte violenta de jovens. “Temos convicção de que isto tem a ver com a vulnerabilidade associada ao uso de drogas”, disse.

     Em maio deste ano o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que cria o Plano Nacional de Combate ao Crack que destinou R$ 90 milhões para o Ministério da Saúde, prioritariamente para a ampliação dos leitos em hospitais gerais.

     Mais R$ 210 milhões de recursos novos do orçamento do ministério estão sendo utilizados para a ampliação de centros de Atendimento Psicossocial para dependentes químicos, que nas cidades com mais de 200 mil habitantes passarão a funcionar durante 24 horas.

     Segundo o representante do Ministério da Saúde apesar da necessidade de ampliação do número de vagas em hospitais gerais, a internação não deve ser vista como a solução do problema. “Em situação de risco existe a opção da internação, mas ela não é a solução para o crack. Os casos mais graves acometem pessoas que passaram pela internação. Precisamos de ações intersetoriais para combater o problema”, disse.

     O secretário Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), general Paulo Uchôa, disse que em agosto começam os cursos a distância para a formação de profissionais de diversas áreas para lidar com o problema do crack. Serão 80 mil vagas destinadas a religiosos, conselheiros de infância e adolescência, educadores e profissionais de saúde. “A ideia é fazer uma capacitação coletiva para que todos falem a mesma linguagem”, afirmou.

     Uchôa falou também que uma pesquisa realizada pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) mostrará o retrato da situação do crack no país, desde o consumo, o perfil do dependente até as consequências da droga sobre as famílias. Os primeiros dados da pesquisa devem ser apresentados em setembro.

     “Com base nos dados revelados na pesquisa faremos um redirecionamento ou direcionamento das ações. Temos muitos informações sobre a cocaína, mas não temos dados aprofundados sobre o uso do crack”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil 
AMOR

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?